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18/08/2006 - Agência Anhangüera Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpista usa nomes dos prefeitos de Campinas e Indaiatuba para conseguir dinheiro

Por: Rose Guglielminetti


Em um período de apenas três dias mais dois prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) são vítimas de um suposto golpe de estelionato. Os nomes dos prefeitos de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), e de Indaiatuba, José Onério (PDT), estão sendo utilizados por uma quadrilha que tenta extorquir dinheiro de fornecedores das Administrações municipais.

Golpe parecido foi registrado, na última terça-feira, contra o prefeito de Americana, Erich Hetzl Júnior (PDT). Em comum - além da utilização do nome dos prefeitos e o fato dos três chefes do Executivo pertencerem ao mesmo partido - é a cidade das agências bancárias sugeridas para os depósitos: Agudos, interior de São Paulo.

O coordenador de Comunicação da Prefeitura de Campinas, Francisco de Lagos, disse que três fornecedores foram procurados. "Eles disseram que uma pessoa pedia dinheiro em nome do Dr. Hélio", explicou, acrescentando que foi registrado boletim de ocorrência. "O prefeito afirma que ninguém está autorizado a pedir dinheiro em seu nome. Ele ressalta ainda que quem receber ligação parecida com essa não deve aceitar e nem depositar dinheiro", completou Lagos.

Já o prefeito de Indaiatuba registrou queixa-crime na Polícia Civil contra uma pessoa que também pede dinheiro aos fornecedores da Prefeitura utilizando o seu nome. Uma moradora da cidade chegou a doar dinheiro.

O procurador de Indaiatuba, Cleber Gomes de Castro, disse que a queixa-crime foi protocolada como medida de preservação de direitos. Segundo o documento apresentado ao delegado Carlos Donizete de Farias Souza, um indivíduo - que se identifica como Marcelo - tem sistematicamente pedido contribuição financeira em nome de José Onério com objetivo de "obter vantagem ilícita em prejuízo alheio, induzindo terceiro em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento."

O golpista, de acordo com informações da assessoria de imprensa, liga para empresas fornecedoras da Administração de Indaiatuba e solicita dinheiro para campanhas sociais, como a do agasalho. No mesmo telefonema ele pede para que a verba seja depositado em contas correntes no Banespa ou no Bradesco, localizadas em Agudos.

A assessoria de imprensa informou que a Administração tomou conhecimento porque um dos fornecedores procurados por esta pessoa ligou para o prefeito. Ele teria pedido R$ 2 mil. O acesso ao nome dos fornecedores, avaliam os governos municipais, é feito por meio do Diário Oficial. "Qualquer pessoa que for procurada com esse objetivo deve denunciar à Polícia", disse o prefeito, que acrescentou que nenhuma pessoa tem autorização para pedir dinheiro em seu nome ou da Administração. "Nós procuramos parcerias junto as empresas, mas nunca pedimos dinheiro para depósito em contas de pessoas físicas ou jurídicas, que não seja a Prefeitura. No caso da campanha do agasalho, por exemplo, pedimos as roupas e não dinheiro. E se por acaso tivéssemos que pedir dinheiro também seria para depósito na conta corrente da Prefeitura e não de terceiros" , complementa.

Em Americana, o golpe é parecido. Uma pessoa não-identificada tem feito telefonemas a empresários e pessoas físicas da cidade solicitando depósito de dinheiro em nome Hetzl Júnior. Nesta cidade, a conta dada é do Banco Nossa Caixa, também localizada em Agudos. "Não sabemos a extensão do golpe porque uma pessoa amiga do prefeito recebeu essa ligação e nos alertou. Fizemos o boletim para negar qualquer relação com o caso e também para preservação de direitos", explicou Orestes Camargo Neves, secretário de Governo e Comunicação Social.

A Prefeitura ainda denúncia um segundo golpe. Só que desta vez, a vítima são os contribuintes em débito com o Imposto Predial, Territorial e Urbano (IPTU). Duas pessoas - um homem e uma mulher - estariam se apresentando como servidores públicos credenciados a negociar a dívida. Eles oferecem, de acordo com o secretário, valor menor do que o oficial.

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