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08/06/2008 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Máfia da CNH pode até ter exportado carteiras de habilitação falsas

Por: Isis Brum


SÃO PAULO - Carteiras de motoristas produzidas pela máfia de Ferraz de Vasconcelos podem ter sido exportadas. Um diálogo gravado durante a investigação do esquema das fraudes mostra que um brasileiro, morando em outro país, queria adquirir a habilitação sem ter que freqüentar a auto-escola. Segundo o promotor José Mário Barbuto, do Grupo de Atuação Especial Regional de Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) de Guarulhos, ainda não foi possível identificar o motorista ou a sua CNH.

- Eles vendiam para qualquer um - disse o promotor.

Neste sábado, foram ouvidas quatro mulheres suspeitas de fazer parte da quadrilha. Detidas em Poá, na Grande São Paulo, elas se recusaram a responder as perguntas feitas pela polícia e pelos promotores. Mais oito pessoas serão ouvidas. O ex-diretor da Ciretran de Ferraz, o delegado Fernando José Gomes, que está preso, negou sua participação no esquema. Durante a gestão dele à frente do setor de trânsito, entre abril do ano passado até março deste ano, foram realizados 7.439 exames práticos para a retirar a carteira de habilitação. No entanto, foram emitidas 36.939 habilitações - quase 30 mil a mais que o número de pessoas que realizou o exame.

Cerca de 1.300 CNHs com digitais falsas foram apreendidas pelo Gaerco no primeiro dia da Operação Carta Branca, deflagrada na madrugada de terça-feira. Elas eram feitas com dedos de silicone. Até agora, 20 pessoas suspeitas de integrar o esquema foram presas. Dessas, duas foram soltas. O Gaerco investiga a máfia das habilitações na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Ferraz de Vasconcelos. Cada carta custava até R$ 1.800.

Investigação começa nas 344 Ciretrans

Começaram neste sábado as investigações nas 344 Ciretrans do estado. A determinação partiu do diretor do Detran, Ruy Estanislau Silveira Mello, após a operação Carta Branca do Ministério Público. Policiais ligados às delegacias seccionais de cada região ficaram encarregados de vasculhar computadores, listas de candidatos a motoristas, total de exames práticos feitos, número de habilitações emitidas e o cadastro de médicos e psicológos.

- Eu quero transparência, disciplina e punição - afirmou Mello.

Segundo ele, uma força-tarefa do Detran em conjunto com a corregedoria do órgão irá investigar os departamentos de trânsito suspeitos.

Anteontem, Mello afastou 14 delegados de Ciretrans da Grande São Paulo e da Baixada Santista. Deixaram os cargos os diretores das seguintes cidades: Arujá, Bertioga, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itanhaém, Itaquaquecetuba, Mairiporã, Mauá, Poá, Santo André, Santos e São Vicente. Outras 13 Ciretrans estão na mira do Detran.

Na quarta-feira, o corregedor e dois delegados da Corregedoria do Detran também foram afastados. Eles são suspeitos de receber propina da máfia das CNHs falsas de Ferraz.

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