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06/06/2008 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Máfia do Detran paulista lavava dinheiro com carros

Por: Isis Brum


SÃO PAULO. O investigador-chefe da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana de São Paulo, Aparecido da Silva Santos, o Cido, movimentou em um único dia R$ 250 mil na compra e venda de carros em uma concessionária da capital paulista. O valor consta de uma agenda de contabilidade apreendida com o investigador terça-feira, quando a operação Carta Branca foi deflagrada por promotores que investigam a venda de carteiras de motorista falsas em Ferraz de Vasconcelos.

A concessionária pertence a Omar Latife Ibrahim, também preso na operação, sob suspeita de lavar o dinheiro do esquema. Segundo o Ministério Público, a movimentação de carros dessa concessionária era feita pelo investigador. Em média, ele ganha cerca de R$ 3 mil.

Cido é apontado como um dos principais articuladores do esquema em Ferraz. Ele negociava a venda das habilitações e redução de pontos nas carteiras; também fazia a prova escrita no lugar de candidatos. Um diálogo gravado entre ele e o auxiliar de despachante Paulo Luís Batista, também preso, mostra os dois falando sobre erros nas avaliações. Batista diz que Cido errava quatro de cada cinco provas preenchidas.

- Eu estou errando as provas? E que eu faço dormindo - confessou o investigador.

Na agenda também aparecem nomes e cargos de funcionários públicos relacionados a valores, indicando quem se beneficiava do esquema. Entre "seccional" e "Juarez" (Pereira Campos, delegado titular de Ferraz), havia o valor de R$ 30 mil relacionado à Corregedoria do Detran. Anteontem, os três delegados foram afastados pela Corregedoria Geral de Polícia.

Além de Cido e Batista, 17 pessoas foram presas no primeiro dia da operação, incluindo o delegado Juarez. Com ele, foram encontrados US$ 5 mil em dinheiro, R$ 2,5 mil em dinheiro e escrituras de imóveis. Anteontem, o Ministério Público pediu a soltura de duas recepcionistas de auto-escola, que teriam uma participação muito pequena na máfia das carteiras.

As 1.300 habilitações falsas apreendidas na operação Carta Branca tiveram as digitais falsificadas. Segundo Barbuto, foram identificadas 54 digitais repetidas.

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