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05/06/2008 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia prende quadrilha suspeita de falsificar atestados médicos

Por: Carolina Iskandarian


Dezenove pessoas foram presas nesta quinta-feira (5) em São Paulo por suspeita de intermediar a falsificação e venda de atestados médicos. De acordo com a polícia, os criminosos ofereciam os documentos falsos para funcionários de empresas públicas e privadas do estado que pretendiam justificar faltas no trabalho, sem estar doentes de verdade.

Comandada pela Corregedoria-Geral da Administração, vinculada à Secretaria da Casa Civil do Estado, a operação durou todo o dia. As pessoas foram presas no Centro e na Zona Sul da capital. “Estavam na rua, em bares e em escritórios”, disse o delegado João Batista, da Corregedoria.

Segundo ele, a quadrilha falsificava assinaturas de médicos, números de registro profissional e até carimbos de hospitais. "Eles xerocavam, copiavam, furtavam documentos", contou o delegado, explicando como os criminosos conseguiam as informações.

Eles atuavam a serviço de gente que procurava uma desculpa para não ir ao trabalho. "Se a pessoa queria emendar o feriado de carnaval, pedia um atestado para a quinta e a sexta, alegando que estava com conjuntivite", disse Batista. Segundo ele, os falsificadores cobravam por dia de falta. Os preços variavam de R$ 20 a R$ 100.

A ousadia da quadrilha era tanta que, se o patrão desconfiasse do atestado, alguém estava pronto a confirmar que o funcionário estava doente. "Eles confirmavam a idoneidade do atestado. Se o patrão ligasse, atenderia uma pessoa dizendo que era do hopsital e que você esteve doente", informou o delegado.

Batista explicou que a operação foi pedida pelo governador José Serra no ano passado. "O governo começou a perceber que estava havendo falta de muitos funcionários (do serviço público)". Segundo ele, esta foi apenas uma primeira fase. "Agora, temos de identificar os funcionários públicos e privados que pediam os atestados porque isso prejudica alguém". Ele não soube informar se havia médicos de verdade envolvidos no esquema, fato que será investigado daqui para frente.

A assessoria de imprensa do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CRM-SP) informou que, enquanto não for comprovada a participação de médicos no esquema, o caso é apenas de polícia. Informou ainda que falsificação de atestados "é um caso comum" e que não há como controlar todos os grupos que atuam em falsificações.

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