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05/06/2008 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia registra aumento de 183,3% nos crimes virtuais

Por: Thiago Ventura


Nem tudo são flores quando se fala em relacionamentos pela Internet e muitas histórias terminam de forma traumática e até mesmo trágica. Dados da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Informático e às Fraudes Eletrônicas (Dercife) da Polícia Civil de Minas Gerais, mostram aumento no número de casos de difamação e calúnia pela Web.

Em 2007 foram registradas 493 queixas na polícia, o que corresponde um aumento de 64,8 % em relação ao ano anterior, que teve 299 casos. Se comparado com 2005, quando foram registrados 174 casos, a alta de 2007 é ainda maior, chegando a 183,3 %.

De acordo com o agente de polícia Theo Eduardo da Silva, os crimes mais comuns nesses casos são difamação, calúnia e perjúrio. "Infelizmente tem acontecido muitos casos onde relacionamentos pela Internet acabam com outras conseqüências. Em geral, a pessoa não aceita o fim da relação, sente-se ofendida, e passa a divulgar informações que denigrem a outra pela Internet", afirma Silva.

Montagens pornográficas, histórias falsas, exposição de informações e fotos íntimas são alguns exemplos das artimanhas de quem comete esses crimes. "Já investigamos o caso de um garoto que terminou namoro com a menina e criou uma página no Orkut usando fotos do rosto da vítima com o corpo de uma meretriz. No perfil, a vítima convidava usuários para se relacionar com ela e havia o endereço, telefone, celular e outros dados da menina", conta.

As relações pela Internet podem, no entanto, ter conseqüências ainda mais sérias, como estupros e até mesmo homicídios. "Houve um caso que a garota se envolveu com um cara e marcou um encontro num shopping no Centro de Belo Horizonte. Ele a convidou para pegar a carona no carro e a menina foi violentada", narra o policial.

Perfil e cuidados

Sexo feminino, entre 15 e 35 anos. Este é perfil da vítima da maioria dos casos investigados pela Dercife. "Elas se expõem mais à Internet, que é envolta numa espécie de romantismo. Além disso a sociedade é machista e os casos acabam sendo mais acentuados com a mulher", analisa Silva.

Os autores de crimes virtuais são penalizados, em geral, com prestação de serviços ou doação de cestas básicas, mas provocam feridas profundas. "Apesar de não ser como um assassinato ou agressão, as calúnias arrasam com o emocional da vítima porque acaba com a imagem da pessoa na família e amigos", diz.

A principal dica para não ser vítima de crime virtual é justamente evitar a divulgação de informações pessoais que possam identificar o usuário, além de contatos telefônicos, endereço de casa ou da escola. O internauta também deve restringir o acesso a fotos e vídeos somente a amigos de "carne e osso". Até mesmo o nome completo deve ser omitido com o uso de apelido ou codinomes.

Theo Silva também orienta que os usuários, mesmo que já sejam maiores de idade, devam abrir o jogo e contar aos familiares que estão se envolvendo com alguém pela Internet. E isso vale principalmente se for conhecê-lo pessoalmente. "Deve-se procurar um local público, se possível estar acompanhado de algum amigo e tomar cuidado com bebidas e nunca pegar carona, além de avisar aos pais aonde será o encontro", aconselha.

Quem for vítima de um crime virtual pode procurar a delegacia de polícia mais próxima de casa.

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