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04/06/2008 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falso fiscal do Ipem é preso acusado de extorquir comerciantes de Cachoeiro de Itapemirim


A denúncia de um comerciante de Cachoeiro de Itapemirim levou a Polícia Federal a prender o motorista do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Carlos Alberto Gonçalves de Almeida, 49 anos, que se passava por fiscal do órgão para extorquir dinheiro de proprietários de lojas. A prisão aconteceu momentos depois que o criminoso recebeu R$ 150,00 do funcionário de um estabelecimento do município do Sul do Estado.

Tudo começou na terça-feira (3). De acordo com o delegado Onazi de Paula Farias, Carlos Alberto chegou à loja se identificando como fiscal do Ipem e passou a vistoriar as dependências do local.. Na seqüência, ele procurou o proprietário e relatou que havia encontrado várias latas de tinta com prazo de validade vencido.

Questionando a veracidade da informação, o comerciante se recusou a pagar R$ 500,00 de multa aplicada pelo falso fiscal. Para não sair sem o dinheiro, ele reduziu o valor para R$ 200,00. Desta vez, no entanto, o dono da loja informou que pagaria a quantia, mas que ele deveria voltar no dia seguinte para receber.

Diante da possibilidade de estar caindo em um golpe, o comerciante procurou a Polícia Federal e relatou o ocorrido. Para prender o criminoso, uma operação foi montada. Na tarde desta quarta-feira (4), o falso fiscal voltou à loja, uniformizado e com uma viatura do Ipem. Conforme combinado, ele recebeu o dinheiro mas, quando saía do estabelecimento, recebeu voz de prisão.

Carlos Alberto Gonçalves foi detido e levado para a delegacia da Polícia Federal em Cachoeiro de Itapemirim. Ele prestou depoimento, mas negou todas as acusações. Segundo o delegado Onazi Farias, o acusado relatou apenas que o dinheiro encontrado com ele havia sido dado pelo próprio comerciante.

Mesmo com os relatos, o criminoso foi autuado por corrupção passiva e, se condenado, pode pegar de dois a doze anos de prisão. O delegado disse ainda, que este não foi o primeiro delito cometido por Carlos Alberto. “Nós descobrimos que esse homem já foi preso em outras ocasiões e já responde processo por formação de quadrilha, fraude contra as licitações, corrupção ativa e lavagem de dinheiro”.

Carlos Alberto é funcionário do Ipem há cerca de um ano. A polícia não descarta que, nesse período, ele já tenha extorquido dinheiro de outros comerciantes. “Acreditamos que ele tenha cometido esse mesmo crime contra outros comerciantes de Cachoeiro e até mesmo de fora do município. Nenhuma hipótese está descartada”, comentou.

O delegado disse ainda, que o próximo passo da polícia será investigar a participação de outros funcionários do Ipem no esquema de extorsão. Carlos Alberto Gonçalves de Almeida está detido em Cachoeiro mas será transferido para a Superintendência da Polícia Federal no Estado, em Vila Velha.

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