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18/08/2006 - Correio do Estado Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Lojistas de Campo Grande sofrem golpe milionário de estelionatário

Por: Eduardo Miranda



Policiais civis de Campo Grande estão à procura de um homem identificado como José Dias de Castro, de 48 anos de idade, e que se passa por empresário. Representantes de pelo menos seis lojas – quatro delas de materiais para construção e acabamento – já foram à polícia denunciar a ação dele, que compra e não paga. A soma dos golpes já passa dos R$ 75 mil e a suspeita dos investigadores é que ele tenha causado um rombo superior a R$ 1 milhão.

Para obter o cadastro que autoriza a compra a prazo nas lojas, Castro usou o nome de uma empresa registrada em seu nome, a Importadora e Exportadora Daroeira Ltda., que conforme as notas e os registros foi fundada há quatro anos, está localizada na Rua João Lemes Rezende, 1.050, Jardim Itamaracá. O local onde deveria funcionar a empresa está abandonado, conforme constatação das próprias vítimas, que procuraram o suposto empresário para cobrá-lo e encontraram apenas uma empilhadeira velha, ao relento.

Os documentos da empresa apresentados durante os negócios eram muito convincentes. Um deles, por exemplo, demonstrava que entre julho de 2005 e julho deste ano, o faturamento da Daroeira, que foi aberta com um capital social de R$ 500 mil, foi superior a R$ 3,7 milhões. Conforme o registro na Junta Comercial, a companhia atuava no ramo atacadista e estava autorizada a comercializar desde bebidas e gêneros alimentícios em geral, até madeiras e produtos químicos e agropecuários.

As vítimas que procuraram a polícia até agora são as lojas Alvorada Materiais para Construção, que vendeu R$ 23 mil para Castro; Vitória Comércio de Tintas, que já admite ter perdido quase 10 mil; Sertão Materiais, na qual o suposto empresário fez compras de mais de R$ 15 mil; Madeplac, que vendeu R$ 11,4 mil; Moderna Móveis, que teve um prejuízo de R$ 1,1 mil; e a Fraks, locadora de trajes para festas, que já tem mais de R$ 2,5 mil para receber.

A Polícia Civil acredita na existência de mais empresas lesadas. Alguns dos responsáveis por estes estabelecimentos comerciais, na tentativa de cobrar o suposto empresário, acabaram se encontrando na sede da empresa, no Jardim Itamaracá, e também na casa dele, no Bairro Monte Castelo. As vítimas também tentaram encontrá-lo, sem êxito, em um endereço do Bairro Nova Lima e na cidade de Corumbá.

Em todos os casos registrados pela polícia, Castro havia optado por pagar suas compras por meio de boleto bancário, utilizando um crédito destinado a pessoas jurídicas, no caso, a exportadora que está em seu nome. De acordo com informações em poder dos investigadores das vítimas, Castro é oriundo de Santarém (PA). Os crimes estão sendo investigados por policiais da 1ª Delegacia.

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