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01/06/2008 - JB Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

CPI: celulares em prisões chegam a custar R$ 5 mil


ARARAQUARA - Um dos pontos a serem destacados no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, que deve ser divulgado até o fim de junho, é a venda de telefones celulares por valores de R$ 100 a R$ 5 mil dentro das prisões do Brasil.

Segundo o presidente da CPI, Neucimar Ferreira Fraga (PR-ES), a informação foi obtida com base em entrevistas feitas pelos deputados com presos, agentes penitenciários, promotores de Justiça, juízes, integrantes de conselhos de segurança, pastoral carcerária e defensoria pública, nos quase 80 presídios visitados desde agosto do ano passado, quando os trabalhos começaram.

- O valor depende muito da dificuldade de colocar o aparelho para dentro. Descobrimos que em alguns casos esse valor chegaria a R$ 5 mil - afirma.

O valor mínimo do telefone seria de R$ 100.

- Existe muito descaso, violência e corrupção dentro do sistema, com entrada de drogas, celulares e armas.

Segundo o deputado, boa parte desses telefones chegam aos detentos pelas mãos de funcionários e advogados, que aproveitam a facilidade de não serem revistados na maioria das penitenciárias brasileiras. Ele, porém, não indica os prédios onde a prática ocorre.

Em janeiro, o Terra publicou que presos de alguns presídios paulistas pagam valores em torno de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil para ter acesso a aparelhos de telefone celular no Estado de São Paulo. Logo em seguida, a Corregedoria Administrativa da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) abriu investigação para apurar a denúncia.

Segundo a nota oficial da SAP, "os procedimentos apuratórios correm em caráter sigiloso e a Secretaria não vai se manifestar sobre o assunto." Por enquanto, diretores de 16 presídios tiveram que responder oficialmente sobre a denúncia.

O custo dos celulares foi "inflacionado" devido ao aumento do sistema de segurança das casas penais. Em 2006, o valor médio era de R$ 2 mil na Penitenciária de Araraquara, por exemplo. Após a reforma geral da unidade, concluída em maio do ano passado, ficou mais difícil conseguir entrar com um aparelho. Na ocasião, uma mulher admitiu cobrar R$ 4 mil para convencer um funcionário ou advogado a se arriscar e entrar com o celular.

Segundo o levantamento de janeiro deste ano, um celular custaria R$ 2,5 mil na Penitenciária 2 de Itirapina e na Penitenciária de Ribeirão Preto. O valor mais alto da corrupção seria na P-II de Presidente Venceslau, onde um telefone custaria até R$ 5 mil. Lá, estão as principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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