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31/05/2008 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Vendedor toma susto ao descobrir que morreu

Por: Pedro Ferreira


O vendedor desempregado Rodrigo Alves da Luz, de 34 anos, casado e pai de um filho de 1 ano e oito meses, levou um susto quando descobriu que está morto há seis anos. “Mas isso, só nos registros do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)”, esclarece. Ele conta que em março deste ano saiu da distribuidora de pisos onde trabalhava e entrou com pedido de seguro-desemprego em 7 de abril, mas não recebeu a primeira parcela em 6 de maio, como estava previsto. “Fui a uma agência da Caixa Econômica Federal, mas o dinheiro não estava liberado. O funcionário me instruiu a entrar no site do Ministério do Trabalho, digitei o número do meu PIS, mas fiquei apavorado quando li que o benefício estava cancelado por falecimento do segurado. Mataram-me, mas nem velório fizeram. Estou levando o caso na brincadeira, mas fiquei muito nervoso na hora. Até hoje, não recebi nada do seguro-desemprego e estou passando necessidades, com um monte de contas sem pagar”, reclama o “morto-vivo”, como vem sendo chamado no Bairro Floramar, na Região Norte de Belo Horizonte, onde mora.

Rodrigo disse que foi orientado a entrar com recurso, com garantia de que, em uma semana, receberia a primeira das três parcelas de R$ 593,01. “Entrei com o recurso em 14 de maio e até agora não vi a cor do dinheiro. Disseram para eu voltar ao INSS, de onde partiu a informação da minha morte. Fui ao posto da Avenida Pedro I, no Bairro São João Batista, e confirmei que realmente estou morto desde 8 de fevereiro de 2002”, disse.

Para Rodrigo, não existe uma explicação para esse equívoco, pois não se trata de homônimo. Na sua ficha, consta os nomes dos seus pais e o número de CPF. “Por incrível que pareça, meu endereço foi atualizado há dois anos, mesmo eu estando morto há seis anos. É uma coisa de maluco que arrumaram para mim”, reclama o vendedor, que aguarda o julgamento do recurso. “O INSS acredita que houve erro de digitação”, acrescentou.

Mas difícil mesmo, segundo o vendedor, é agüentar as piadas dos parentes e amigos. Quando ele chega à casa da irmã, ela logo vai gritando que o defunto está chegando. O vendedor chegou a pensar no início que era vítima de um golpe. “Sempre trabalhei com carteira assinada e pagando impostos. Fiz cirurgia há pouco tempo e até passei por perícia no INSS para receber o salário. Agora, quero saber o que realmente ocorreu”, afirmou.

Explicação

O INSS reconheceu que houve inconsistência no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), que é um banco de dados de todo trabalhador. Ele é alimentado de informações por um consórcio formado pelos ministérios da Previdência, do Trabalho e Caixa Econômica Federal (CEF). Desde 2004, esse banco de dados serve de validação para o INSS, o Ministério do Trabalho e a CEF, com reconhecimento dos direitos aos benefícios.

Quando um trabalhador devidamente cadastrado no CNIS comparece a uma agência do INSS para requerer benefício, o servidor confere os dados cadastrais, os vínculos e as remunerações. Havendo alguma inconsistência ou divergência no banco de dados, a situação é analisada e regularizada quanto ao direito.

No caso do Rodrigo, o INSS confirmou que ele esteve na agência de Venda Venda, em 8 de janeiro de 2008, para requerer auxílio-doença. Na época, foi constatada falha no CNIS, onde realmente constava o óbito para o número de inscrição do vendedor. “O INSS providenciou a exclusão do óbito no banco de dados e o benefício auxílio-doença foi protocolado. Depois de o assegurado ter sido submetido a uma perícia médica, o benefício foi concedido e os pagamentos, efetuados. Quanto ao pagamento do seguro-desemprego, a mesma iniciativa deve ser tomada pelo Ministério do Trabalho, que também é responsável pela alimentação do CNIS”, informou o INSS.

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