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11/08/2006 - Gazeta Mercantil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O alarmante custo das fraudes bancárias


Ninguém ousa falar abertamente sobre o problema ou citar os valores envolvidos. O Brasil é o terceiro país em número de fraudes bancárias com os chamados "roubos de identidade", ou seja, quando o fraudador realiza saques, pagamentos e transferęncias usando dados pessoais e bancários furtados de clientes. O infrator obtém informaçőes sigilosas e se passa pela pessoa autorizada a efetuar as transaçőes financeiras. A operaçăo gera prejuízo aos bancos, instituiçőes do mercado financeiro e seus clientes, calculado em milhőes, talvez bilhőes. Mas ninguém ousa falar abertamente sobre o problema ou citar valores envolvidos com receio de expor a fragilidade dos atuais sistemas de segurança. As cifras perdidas e os gastos necessários para combater as fraudes representam um custo relevante para a sociedade. Os efeitos săo sentidos diretamente pelas instituiçőes atingidas e indiretamente pelos consumidores, que sofrem com a alta das tarifas e com os seguros acoplados a produtos e serviços, que embutem os riscos do negócio. Pesquisas recentes demonstram a dimensăo do problema causado por estes "roubos de identidade". Segundo um estudo da Unisys Corporation, realizado no fim de 2005, o Brasil está no topo da lista das fraudes. Foram entrevistadas 6.500 pessoas, que possuem conta corrente ou cartăo de crédito em oito países – México, Austrália, Estados Unidos, França, Inglaterra, Hong Kong, Alemanha e Brasil. Entre os cerca de mil brasileiros entrevistados, 9% já foram vítimas de fraude, atrás apenas do Reino Unido com 11% e dos Estados Unidos com 17%. Os países escolhidos para a pesquisa representam mercados fortes, distribuídos pelos continentes onde os serviços bancários săo mais avançados e onde, portanto, deveriam ser mais seguros. Outro dado alarmante se refere ao uso do internet banking. O Brasil é o último colocado no ranking de uso da web para transaçőes bancárias com 18% de usuários online. Entre as razőes para o baixo índice do uso dos serviços na rede está a preocupaçăo com fraudes. Cerca de 70% dos entrevistados dizem temer "muito" as operaçőes financeiras on-line. Năo é preciso, entretanto, consultar pesquisas para saber que a fraude de roubo de identidade é um problema crescente. Em conversas informais é comum descobrir alguém que tenha sofrido saques indevidos em caixas automáticos, compras năo autorizadas em um cartăo de crédito ou transaçőes financeiras via internet banking sem permissăo. E no final, resumindo todos estes problemas, o que foi roubado, de fato, foi a identidade do cliente ou o PIN (personal identification number). Para a tecnologia, cada pessoa é uma combinaçăo de números e/ou letras que, digitadas corretamente, identificam cada indivíduo e o autorizam a realizar operaçőes bancárias. Os números até podem representar combinaçőes únicas, mas a verdade é que todos deixamos de ser nós mesmos para virar senhas. Quando alguém fala de roubo de identidade ou "identity phishing", na verdade, está falando de algo que já se perdeu há muito tempo, mais especificamente desde quando as pessoas foram transformadas em números. Quando deixamos de ser pessoas conhecidas e reconhecíveis por nossas características físicas. Com a era dos computadores, a segurança passou a ser vendida através do conceito de que a máquina era a única e exclusiva guardiă de nosso patrimônio e de nossas informaçőes. Com isso todos passamos a perceber o computador como sinônimo de segurança, mas sem os pré-requisitos para tal. O conceito de segurança digital só surgiu bem depois e, de maneira dramática, ele vem se consolidando nos últimos anos. É possível sair dessa armadilha? Sem dúvida, a resposta que a tecnologia nos oferece hoje é a biometria. A biometria é a cięncia que aplica métodos estatísticos para mensurar características biológicas únicas de cada pessoa, como a impressăo digital, a íris, a geometria da face e até a textura da pele, entre outras. A tecnologia a serviço da segurança garante, com enorme precisăo, a identificaçăo de pessoas. A Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), por exemplo, biometrizou o seu pregăo eletrônico em 2001. Atualmente, os operadores autorizados se autenticam biometricamente para poder entrar no pregăo eletrônico. Este case foi publicado pela imprensa internacional, já que a BM&F é a quarta bolsa de mercadorias e futuros do mundo. Năo parece existir dúvida de que o custo de imagem das instituiçőes bancárias com os problemas gerados pelas fraudes tende inexoravelmente a ser muito maior do que o custo financeiro associado ŕ adoçăo de um sistema de segurança biométrica. A mesma pesquisa da Unisys Corporation indica que um em cada tręs clientes podem até mudar de instituiçăo financeira para se sentir mais seguros. Certamente, a instituiçăo que sair na frente poderá ter um grande diferencial mercadológico: o marketing da segurança é um investimento que promete um retorno a curtíssimo prazo.

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