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15/08/2006 - Gazeta Mercantil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Contra as fraudes virtuais


O emprego de redes neurais é uma das soluçőes viáveis. Assim como no mundo real, no mundo virtual năo existe proteçăo contra a má-fé. A diferença é a facilidade de atuaçăo por conta do desconhecimento das possibilidades pelas vítimas potenciais e a impunidade por parte de nossas leis, que tornam a internet um terreno ainda mais fértil para aventureiros. Segundo pesquisas do IPDI (Instituto de Peritos em Tecnologias Digitais e Telecomunicaçőes), o prejuízo obtido com crimes na internet cresceu 20% no ano passado e registrou uma perda de R$ 300 milhőes Atualmente, o Brasil possui 18% de usuários on-line, os quais utilizam serviços de banco, e é considerado o terceiro país em fraudes bancárias por meio de roubo de dados pessoais. De acordo com informaçőes do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.Br), 40% dos incidentes de segurança na informaçăo, em 2005, foram decorridos de transaçőes via internet. No entanto, sabe-se que, devido ŕs medidas de segurança adotadas pelas instituiçőes financeiras, foi possível impedir que esse prejuízo aumentasse em 150%. Os números mostram que a porcentagem das fraudes bancárias subiu de 5%, em 2004, para 579% em 2005. Esse resultado posiciona a fraude via internet em primeiro lugar entre os tipos de ataques mais freqüentes, perdendo somente para os scans e em terceiro os worms. Neste cenário, a prevençăo parece ser a melhor defesa. Pelo menos, é nisso que apostam alguns bancos ao investir em segurança para garantir o sigilo e autenticidade dos dados. Depois das proteçőes de infra-estrutura como antivírus, firewall e IDS (Instrusion Detection System - Detector de Intrusos), novas soluçőes estăo disponíveis para combater a onda de invasőes, ataques de hackers, roubos de informaçőes e destruiçăo de dados, entre outros. A evoluçăo das ferramentas de segurança se fez necessária porque, quando um fraudador rouba as informaçőes pessoais de um correntista, normalmente por meio de um e-mail fraudulento, ele consegue assumir, perante o sistema da instituiçăo financeira, aquela identidade. Ou seja, para o banco, o fraudador passa a ser o próprio correntista e, assim, ganha acesso ao dinheiro virtual. E antivírus ou firewalls tornam-se inúteis. Por diversas vezes a Febraban (Federaçăo Brasileira de Bancos) afirmou que os sites dos bancos săo seguros e que o problema está no descuido dos clientes ao receberem e-mails fraudulentos. Ainda segundo a Federaçăo, os bancos brasileiros tęm políticas de conscientizaçăo dos correntistas para que năo abram e-mails suspeitos. Os bancos năo enviam para os clientes e-mails que năo tenham sido solicitados e năo pedem confirmaçőes de dados sobre as contas pela internet. Os e-mails dos bancos também năo contęm links ou arquivos anexados que o cliente precise abrir ou executar. Uma vez tendo livre acesso, é muito difícil para as instituiçőes financeiras reconhecer o fraudador, senăo pelo rastro que ele deixa. Somente ferramentas capazes de monitorar e analisar as transaçőes realizadas podem minimizar ou evitar o prejuízo. Um exemplo de soluçăo é o emprego de redes neurais. Essa tecnologia é a única, até o momento, capaz de identificar fraudes após o roubo de senhas ou identidades eletrônicas. Isso porque sua atuaçăo se baseia no monitoramento e análise do comportamento do correntista, identificando operaçőes que fogem dos padrőes habituais e emitindo alertas para o bloqueio das mesmas enquanto ocorrem. Normalmente o conceito de redes neurais é empregado em parceria com a customizaçăo de regras de comportamentos e avançados sistemas de gerenciamento cliente/servidor. A decisăo de se investir em um sistema como esse requer que a instituiçăo financeira priorize aspectos da imagem, proteçăo da marca e, principalmente, o interesse em proteger os bens de seus correntistas. Imagem e marca porque um escândalo de fraude pode afetar muito a credibilidade e, por conseqüęncia, o valor percebido. E a proteçăo ao correntista significa a proteçăo ao seu bem mais precioso, seus clientes.

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