Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

29/05/2008 - Agência Lusa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Crimes/Porto: Advogada acusada de ludibriar cidadãs brasileiras em legalizações irregulares


Uma cidadã brasileira acusou hoje a advogada Elisabete Chaves, arguida no processo de uma rede de legalização irregular de imigrantes, de lhe ter pedido 500 contos em troca de um visto e de um emprego que nunca chegou a existir.

"Conheci uma brasileira que me disse que a Doutora Elisabete arranjava trabalho numa fábrica de limpeza e com isso me conseguia o visto", contou a testemunha ao colectivo de juízes, que se considerou "vítima" da advogada.

A testemunha terá, então, contactado a arguida Elisabete Chaves para "conseguir trabalho", encontrando-se com a advogada por diversas vezes, sem saber que o contrato em causa não correspondia a um emprego verídico.

As acusações foram feitas na 23.ª sessão do julgamento da rede, que incluía inspectores do SEF, na qual testemunhas da acusação relataram o modus operandi de uma das arguidas que, alegadamente, falsificava contratos de trabalho.

Neste processo estão a ser julgadas 14 pessoas, incluindo inspectores do SEF (Isilda Matos Mendes, Amâncio Delgado, Luís Varatojo e Jaime Oliveira), o inspector do Trabalho Joaquim Costa Silva, a advogada Elisabete Chaves, o funcionário do SEF José Alberto Bessa e diversos empresários (incluindo o pai de Elisabete Chaves).

Em causa está o recurso a contratos de trabalho ilegais ou casamentos fictícios para permitir a legalização irregular de imigrantes que se dispunham a pagar pelo serviço entre dois a três mil euros.

A advogada Elisabete Chaves, que está a ser julgada pela alegada prática de 252 crimes relacionados com a legalização irregular de centenas de imigrantes, encontra-se em prisão preventiva, tal como os co-arguidos José Alberto Bessa e Jaime Oliveira.

O grupo actuou a partir de 2001 e foi desmantelado em 2006, no âmbito da Operação Ícaro, desenvolvida pelo próprio SEF.

À margem do julgamento fonte judicial denunciou à Lusa algumas irregularidades no julgamento como um falso contrato de trabalho pelo qual a arguida Elisabete Chaves está acusada de falsificação de documento autêntico e uma testemunha, cidadã brasileira e ex-arguida num processo paralelo, foi acusada de falsificação simples.

Dada a divergência de acusações, o processo da cidadã brasileira, acusada em co-autoria, prescreveu, enquanto o de Elisabete Chave, principal arguida no processo, se encontra a decorrer.

Outras irregularidades foram apontadas pela mesma fonte judicial como o facto de alguns dos arguidos estarem "presos por alguma situações que está provado que decorrem da lei".

Para o dia de hoje eram aguardados os testemunhos de vários cidadãos paquistaneses, e de países de risco, que o tribunal ainda não conseguiu notificar.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 361 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal