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04/08/2006 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia prende acusados de dar golpes em bancos


Três pessoas foram presas em flagrante nesta quinta-feira, no Núcleo Bandeirante, por estelionato. Eles são acusados de praticar o golpe “Conto do Paco”. A vítima foi um homem de 63 anos, morador do Gama. O crime consiste em oferecer uma recompensa à vítima, por ela ter avisado sobre um pacote com dinheiro, jogado ao chão pelos próprios criminosos. Na hora de receber o prêmio, a vítima é enganada, e acaba entregando aos bandidos os seus pertences. Duas mulheres e um homem serão indiciados pelos crimes de estelionato e formação de quadrilha. Se condenados, podem pegar de dois a oito anos de prisão.

Segundo a delegada da 11°DP (Núcleo Bandeirante), Silvana Pereira da Silva, a polícia investiga o grupo há dois meses. “Nossos agentes observaram o comportamento suspeito de uma delas dentro do banco, e foram atrás”, conta. Em seguida, prenderam os outros dois, que ainda preparavam o golpe.

Com os autores, a polícia encontrou R$ 1.533 em espécie. O dinheiro pertencia a Valdécio José da Rocha, que caiu no golpe no início da tarde do mesmo dia. A polícia chegou ao dono do dinheiro com facilidade, porque ele já havia registrado ocorrência na delegacia do Gama.

Integrantes da quadrilha disseram que outro homem ajudava a praticar o crime. A polícia sabe que ele se chama Paulo, e era encarregado de dirigir o carro usado na fuga após o golpe ser aplicado. “Já que há uma quarta pessoa envolvida, fica caracterizado, além do estelionato, o crime de formação de quadrilha”, explica a delegada. Se forem condenados, somadas as penas, os três poderão cumprir até oito anos de prisão. Por enquanto, as duas mulheres serão levadas à Penitenciária Feminina, e o homem, ao cárcere da DPE.


O golpe

Valdécio José da Rocha, 63 anos, sacou mais de R$ 1.500 em um banco no Gama. Uma das integrantes da quadrilha observou a movimentação e indicou qual seria a vítima para seus dois cúmplices, um homem e uma mulher, que esperavam do lado de fora. Em seguida, os dois seguiram Rocha até uma loja.

Na butique, a outra mulher puxou conversa com a vítima. No mesmo momento, o homem passou pelos dois e derrubou um pacote. “Você deixou cair isso”, disse a moça para o senhor. Ela pegou o envelope, que aparentava conter uma grande quantidade de dinheiro, e entregou a Rocha. Mas, honesto, o homem disse que o dinheiro não era dele, e que o pacote havia caido do bolso do homem que passava. Os dois abordaram o rapaz, que disse ter ficado muito grato, já que o dinheiro pertencia ao seu chefe, um relojoeiro. O estelionatário prometeu e insistiu em recompensá-los.

Rocha e a mulher seguiram o homem, até um certo ponto para receber o prêmio. “Vocês têm que ir à loja do meu patrão para pegar a recompensa de vocês. Mas não podem ir com as bolsas, e devem ir um de cada vez”, disse o rapaz aos dois. Antes que Rocha pudesse questionar as condições impostas, a mulher deu o exemplo. Largou a bolsa nas mãos da vítima e disse que confiava nele. Ela saiu e dobrou a esquina. Alguns minutos mais tarde, voltou com um relógio e R$ 100.

Rocha decidiu também ir buscar 'a recompensa'. Deixou sua bolsa com a mulher e foi em direção à loja. Quando virou a esquina, percebeu que não havia nenhum tipo de comércio. Voltou correndo sem entender o que havia acontecido. Depois, percebeu que os dois estelionatários haviam fugido com a bolsa e o dinheiro sacado.

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