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27/05/2008 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Testemunha afirma ter dado US$ 150 mil a premiê israelense


Morris Talansky, o empresário norte-americano no centro do caso de suborno envolvendo o premiê israelense Ehud Olmert, depôs nesta terça-feira e afirmou que deu ao político envelopes cheios de dinheiro, incluindo empréstimos pessoais que nunca foram pagos.

"Eu nunca esperei nada pessoalmente. eu nunca tive nenhum benefício desta relação", disse Talansky à Corte de Jerusalém, estimando que entregou a Olmert US$ 150 mil (R$ 249,3 mil) ao longo de 15 anos.

Talansky, 75, deu seu testemunho preliminar em um caso que levantou dúvidas sobre a sobrevivência política de Olmert em um momento crítico nas conversações de paz entre Israel e palestinos. Olmert já declarou publicamente que se for indiciado, renunciará ao cargo.

Tanto Olmert quanto Talansky -que começou a chorar durante sua aparição na corte-, negam qualquer ação contra a lei.

Olmert, que foi questionado duas vezes pela polícia nas últimas semanas, assumiu ter aceito dinheiro do empresário para suas duas campanhas bem sucedidas para prefeito de Jerusalém, em 1993 e 1998, para uma disputa fracassada pela liderança do Partido Likud em 1999.

Segundo uma fonte judicial, a soma recebido por Olmert pode chegar a centenas de milhares de dólares.

"Eu dei [a Olmert] dinheiro em envelopes", disse Talansky, que defendeu o líder israelense como "um homem que pode conquistar um grande acordo" para Israel e que merece seu apoio.

Os investigadores querem examinar se o dinheiro entregue por Talansky foi declarado conforme a lei e se Olmert concedeu qualquer tipo de favor em troca. As leis eleitorais israelenses proíbem doações políticas de mais de algumas centenas de dólares.

Cartão de crédito

Talansky afirmou que deu a Olmert quantias que variavam de US$ 5.000 (R$ 8.270) a US$ 15 mil (R$ 24.810) por vez e que as entregas eram feitas em suítes de hotéis durante visitas que Olmert fez a Nova York antes de se tornar premiê.

Durante uma destas visitas, em um hotel de luxo em Washington, Olmert pediu a Talansky que pagasse uma conta de mais de US$ 4.700 (R$ 7.773) relativo a sua estadia por três dias, de acordo com o testemunho.

"Ele foi convidado do meu cartão de crédito", disse Talansky acrescentando que Olmert disse a ele que não podia usar o próprio cartão porque já havia passado o limite.

"[Olmert] era articulado. Ele era inteligente. eu senti que ele seria o líder que eu poderia ser se tivesse o talento", disse Talansky, que também descreveu o gosto de Olmert por cigarros, canetas e relógios caros.

O procurador do Estado, Moshe Lador, contou a repórteres que era muito cedo para dizer se Olmert será indiciado por suborno e corrupção.

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