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25/05/2008 - Paraná Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas agem agora pelo telefone celular

Por: Flávio Laginski


“Recebi uma mensagem em meu telefone celular dizendo que fui contemplada com um carro Gol 1.0 flex zero quilômetro. Fiquei tão cega pela alegria que não imaginei de que se tratava de um golpe”. Assim começou a conversa com a dona-de-casa Viviane Dora Perlle.

Ela foi mais uma vítima de estelionatários que agem em todo o país. No caso da dona-de-casa, que perdeu R$ 150, ela caiu no chamado “golpe do torpedo de celular”, em que a pessoa recebe uma mensagem que diz ser do programa Domingo Legal, do SBT, e pede para entrar em contato com o telefone celular descrito no texto.

A dona-de-casa explica como foi o golpe. “Decidi entrar em contato para saber se realmente ganhei o carro. Quando eles falam com a gente, armam o maior teatro para que a pessoa acredite no que eles estão dizendo.

Eu e meu marido nos empolgamos e começamos a fazer o que eles pediam. Eles falavam que para receber o prêmio, teríamos que comprar cartões de recarga da Tim e repassar o código para o pessoal que seria da produção do programa. Compramos seis cartões de R$ 25 cada e passamos os números para eles.

Só fomos perceber que se tratava de um golpe quando o bandido pediu que depositássemos 1% do valor da nossa casa para receber o prêmio. Mas aí já era tarde e perdemos R$ 150. É duro admitir, mas se não tivesse sido tão gananciosa não teria perdido essa quantia”, confessa.

O golpe do torpedo de celular é apenas mais um na lista dentre as inúmeras maneiras em que os estelionatários utilizam para enganar as pessoas. De acordo com o delegado da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, Vinicius Augustus de Carvalho, existem desde golpes simples até os mais sofisticados.

“Há muitos golpes na praça. O mais comum hoje em dia é o do telefone. O golpista liga para vítima e se diz passar por uma operadora de telefones para pegar dados pessoais e o CPF. Em posse dessas informações, o estelionatário pede para instalar o telefone em seu local de operação e ‘queima’ a linha, fazendo diversas ligações sem pagar por isso. Dos mais antigos, e que ainda pega muito desavisado, os mais usuais são o do paco e do bilhete premiado.

O primeiro tem como as principais vítimas mulheres e adolescentes. O segundo é mais utilizado com pessoas idosas”, informa.

O delegado dá a dica para evitar cair no conto dos golpistas. “Tenham em mente que dinheiro não cai do céu e que não existe meios de obtê-lo facilmente. Desconfiem disso sempre e avisem a polícia. Outra coisa importante para salientar é de nunca pedir cartões e talão de cheques pelos Correios. É muito fácil de se extraviar esses documentos. Solicite isso sempre no seu banco”, enfatiza.

Fuja da facilidade do “bilhete premiado”

Outro golpe conhecido na praça e que ainda faz vítimas é o do bilhete premiado. Para o delegado Vinicius Augustus de Carvalho, da Delegacia de Estelionato e Desvios de Cargas, o que chama a atenção é que aqui a vítima é quem pensa que está dando o golpe. “Nesse caso, os estelionatários iludem as pessoas e se fazem passar por gente sem instrução.

Eles mostram que tem um suposto bilhete da loteria premiado, mas que não poderão sacar o dinheiro porque precisam voltar para o interior. Eles sugerem então vender o bilhete que valeria R$ 50 mil por R$ 5 mil, R$ 10 mil, o que seria bem vantajoso. Quando tentam trocar o bilhete é que descobrem a farsa. É o tipo de golpe em que a pessoa cai por causa da ganância”, diz.

A aposentada T.R. foi uma das inúmeras vítimas desse conto. A história, contada por uma parente sua que não quis se identificar, relata a abordagem dos golpistas. “Ela estava indo para o supermercado quando uma pessoa, alegando ser analfabeta, perguntou onde ficava determinada rua. Ela indicou o caminho. Foi quando o golpe começou. A pessoa disse que tinha um bilhete premiado e que não teria como trocá-lo porque precisava ir embora de Curitiba.

Eles foram até uma lotérica, de onde saiu outro falsário confirmando que o bilhete era verdadeiro. Surgiu a proposta de vendê-lo para minha tia. Ela foi até o banco e entre raspar as economias e fazer um empréstimo, conseguiu levantar R$ 8 mil. Ao tentar receber o prêmio, viu que tinha caído no golpe. Ela fica constrangida até hoje em lembrar dessa história”, conta. (FL)

Antigo, mas ainda engana muita gente

O golpe do paco é um dos mais antigos utilizados pelos golpistas. Ele consiste em derrubar um envelope ou um maço supostamente cheio de dinheiro próximo da vítima, geralmente mulheres e adolescentes. Ao ter seu montante recuperado, o estelionatário avisa que a pessoa será recompensada e que ela deve se dirigir até uma determinada loja para pegar seu prêmio, mas que, para isso, ela deve deixar algum objeto de valor com o bandido, que foge em seguida. Já existe uma variação desse golpe, conhecido como “cheque no pé”, cuja diferença é que esse utiliza cheque em vez de dinheiro.

Foi o que aconteceu com o jovem N.R.A., que pediu para não ser identificado. Na época em que sofreu o golpe do paco, a vítima tinha 18 anos e estava saindo de um banco quando foi abordado.

“Trabalhava como office-boy e tinha ido pagar contas. Ao sair, um cara derrubou um envelope. Juntei e em seguida veio outra pessoa, seu comparsa, para conversar comigo. Pouco tempo depois apareceu o sujeito que teria perdido o dinheiro. Eles me levaram para outra rua dizendo que eu e o comparsa seríamos recompensados. Primeiro foi o cara para receber a grana.

Depois seria eu, mas pediram para que eu deixasse minha carteira para evitar que eu os ‘roubasse’. Assim que dei dois passos, olhei para trás e vi os marginais correrem com a minha carteira. Perdi dinheiro, documentos e um ingresso de um jogo de futebol. Fiquei indignado com a impunidade daqueles bandidos. Ao menos sei que nunca mais vou cair na conversa desse tipo de pessoa”, afirma. (FL)

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