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24/05/2008 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cresce o golpe do falso empréstimo em BH

Por: Maria Clara Prates


A dificuldade da Polícia Civil em identificar e prender quadrilhas especializadas em aplicar o golpe do falso empréstimo faz crescer o número de vítimas em Belo Horizonte. Pelo menos 120 inquéritos foram instaurados pela Delegacia de Defraudações e Falsificações em apenas um ano, mas ninguém foi identificado e indiciado. Para a polícia, no entanto, o número de vítimas é bem maior, pois as queixas podem ser registradas em qualquer uma das mais de 20 delegacias distritais da capital.

Trata-se do chamado “golpe do toma”. Os estelionatários anunciam em jornais e emissoras de rádio ofertas de empréstimo rápido, sem avalista e comprovação de renda. O contato é sempre por telefone. A pessoa interessada liga, diz a quantia desejada e o golpista a orienta a fazer um depósito em dinheiro, geralmente 10% do valor solicitado, “para pagamento de taxas e de seguro”, e a enviar o comprovante do depósito e cópias de documentos pessoais, por fax. A promessa é depositar o valor do “empréstimo” na conta da vítima ou enviar a quantia, por um motoboy, para o endereço da vítima. O dinheiro nunca aparece.

Só a Delegacia Distrital do Hipercentro recebe, em média, duas denúncias por mês. De acordo com delegado Marco Antônio de Paula Assis, em 2006 e 2007 as investigações foram intensificadas. "Pedimos a quebra do sigilo bancário dos golpistas, com base no número da conta, fazemos acompanhamento das ligações telefônicas, mas nenhuma quadrilha chegou a ser identificada ou presa. Quando apertamos o cerco, eles desmontam o esquema e somem", afirma.

Uma das vítimas é Ricardo (nome fictício, por motivo de segurança), que perdeu R$ 1.030, depositados em três parcelas na conta de Alexson das Graças e de Izaura Patrícia Maciel Silva, em dois bancos. Ricardo conta que entrou em contato com os golpistas no início de fevereiro. "Eu estava desesperado. Tinha muitas dívidas. Além disso, queria montar uma loja de perfumes", diz. Segundo ele, a família não tinha o dinheiro e recorreu a outros bancos para levantar o valor solicitado pelos golpistas.

Inicialmente, o empréstimo pedido por Ricardo foi de R$ 10 mil. Alguém que se identificou como Arthur explicou que ele deveria fazer um depósito de R$ 550, para “seguros e taxas”. Depois, fez a promessa de que o dinheiro estaria disponível em uma semana.

O primeiro depósito foi feito em 19 de fevereiro, às 11h, na conta de Alexson das Graças. No dia 21, os golpistas pediram mais R$ 280 e, em 3 de março, mais R$ 200. Chegaram a oferecer um empréstimo maior, de R$ 30 mil. O segundo e o terceiro depósitos foram feitos na conta de Izaura Patrícia Maciel Silva. As promessas de liberação do empréstimo continuaram, mas Ricardo nunca o recebeu. "A garantia que tínhamos era o nosso dinheiro na conta deles”, afirma.

Ricardo cobrou o dinheiro dos golpistas até abril, quando começou a sofrer ameaças. "Liguei no dia 14, pedindo a devolução do depósito. O Arthur atendeu e mandou não ligar mais, porque seria melhor para mim e que o dinheiro seria devolvido", conta. Não houve devolução e as ameaças continuaram. "Eles disseram que tinham meu endereço e se eu ligasse outra vez tomaria chumbo na cabeça", lembra.

O Estado de Minas procurou os titulares das contas no endereços registrados nas agências bancárias, mas não os encontrou. A casa onde estaria morando Izaura Patrícia, no Bairro Santo Antônio, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de BH, foi abandonada. É também em Neves o endereço de Alexson, mas vizinhos informaram que ele sumiu há mais de um mês. Para a polícia, eles são “laranjas” ou perderam documentos que foram usados pelos estelionatários para abertura das contas.

Segundo o delegado Marco Antônio, na maioria das vezes, os golpistas abrem as contas e movimentam por um período de três a cinco meses. O EM ligou mais de uma vez para o número que consta do anúncio e constatou que as contas informadas variam de bancos e de titulares. Um deles tem três contas num mesmo banco, abertas em dias próximos, cada uma com um endereço diferente e com saldo zero.

Alerta

O delegado Marco Antônio de Paula Assis esclarece que as ameaças podem ser desconsideradas. Elas são apenas tentativas de fazer com que a pessoa desista de tomar providências. É importante procurar a polícia e registrar queixa com todos os documentos e informações possíveis para que os estelionatários possam ser identificados

Como se prevenir

• Nunca fechar negócio pelo telefone, sem ver e buscar informação sobre com quem a negociação está sendo feita
• Não fazer negócios, principalmente empréstimos, com empresas que não conheça
• Sempre procurar referências da empresa com a qual está negociando
• Familiares de aposentados devem preveni-los sobre o golpe porque eles são os maiores alvos dessas quadrilhas
• Nunca fazer depósito bancário para pagamento de qualquer tipo de contrato, sem antes ter uma cópia do mesmo
• As negociações e os pagamentos devem ser feitos na sede da instituição financeira
• Ler atentamente o contrato, inclusive as letras pequenas.
• Lembrar que o fato de os anúncios estarem em grandes jornais ou emissoras de rádio não significa que sejam idôneos

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