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21/05/2008 - Brazilian Voice Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Líderes comunitários alertam para o perigo de esquema de “pirâmides”


Um esquema em pirâmide é um modelo comercial não-sustentável que envolve basicamente a permuta de dinheiro pelo recrutamento de outras pessoas sem que qualquer produto ou serviço seja entregue. Esquemas em pirâmide existem há pelo menos um século. O esquema em matriz usa o mesmo sistema não-sustentável fraudulento da pirâmide, mas nele as vítimas pagam para entrar numa lista de espera de um produto desejável, o qual somente uma pequena parcela dos interessados poderá realmente receber.
Devido à grande participação de imigrantes brasileiros no esquema, a presidência da Brazilian American United Association – BAUA, na pessoa de Francisco Sampa, alertou a comunidade sobre o crescente problema. “A Piramide é condenada por lei, é um crime contra economia popular, é fraude, no Brasil é o artigo 171 do código penal e só é fantástica para aquele que monta o esquema. Na nossa comunidade aqui está acontecendo muito. Eu conheço pessoas que estão ganhando e pessoas que estão perdendo, isso mexe com a ganância do necessitado. Na Piramide basta um parar e todos se dão mal”, declarou Sampa.
Existem outros modelos comerciais usando vendas cruzadas tais como o marketing multinível (MMN), que são legais e sustentáveis (embora mesmo em tais casos nem tudo seja tão claro quanto parece). A maioria dos esquemas em pirâmide tira vantagem da confusão entre negócios autênticos e golpes complicados, mas convincentes, para fazer dinheiro fácil. A idéia básica por trás do golpe é que o indivíduo faz um único pagamento, mas recebe a promessa de que, de alguma forma, irá receber benefícios exponenciais de outras pessoas como recompensa. Um exemplo comum pode ser a oferta de que, por uma comissão, a vítima poderá fazer a mesma oferta à outras pessoas. Cada venda inclui uma comissão para o vendedor original.
“É uma saga de idiotas. Prejuizos mil, Benefício Zero. O problema da Piramide é porque é ilegal e fraudulenta. Você pega o dinheiro da pessoa, se ela conseguir arrumar alguém tudo bem, se não conseguir azar dela. Na Piramide, se você conseguir, você tem lucro, se não conseguir ninguém, fica no prejuízo. Quem mexe com isso pra mim são ladrões, mercadores de ilusão e vendedores de sonhos. Na Piramide, só um ganha ou alguns ganham. A Piramide existe há séculos, se fosse uma coisa boa, todos os países resolviam seus problemas com as Piramides”, disse o Presidente da BAUA.
Claramente, a falha fundamental é que não há benefício final; o dinheiro simplesmente percorre a cadeia, e somente o idealizador do golpe (ou, na melhor das hipóteses, umas poucas pessoas) ganha trapaceando seus seguidores. Efetivamente, as pessoas na pior situação são aquelas da base da pirâmide: aquelas que assinaram o plano, mas não são capazes de recrutar quaisquer outros seguidores. Para dourar a pílula, a maioria de tais golpes apresentará referências, testemunhos e informações — todos falsos.
Sampa relembra da década de 90, quando os casos do esquema de Piramide aumentaram na comunidade. “A Piramide acontenceu em 93 na comunidade, porque estávamos passando por uma crise econômica, acontecia dentro de igrejas evangélicas, casas de família, restaurantes e salões de beleza. Teve gente que perdeu muito dinheiro nessa época e pessoas que estão agora curtindo o Brasil com o dinheiro que ganharam de outros na Piramide há 10 anos. Porque nesse processo, existe um fiél depositário, ou seja, uma pessoa que controla a grana de todo mundo, então se uma pessoa não conseguir outras pessoas, esse dinheiro fica na mão de quem começou a Piramide”, explicou ele.
Atualmente, o Esquema das Piramides está cada vez mais comum na comunidade, o Presidente da BAUA dá a sua opinião sobre o grande número de pessoas que estão participando da fraude: “Isso está voltando, porque a economia está ruim no país. Sempre que a economia está ruim, as pessoas procuram igrejas e jogos. Isso é um fenômeno que acontece em qualquer país do mundo, e mais ainda nos países de 3º mundo. A Piramide é fruto da crise, você entra como esperto e sai como incompetente e roubado. A Piramide é um negócio tão ruim que as reuniões são todas feitas escondidas e é contra lei em todos os países”
Sampa manda uma mensagem para as pessoas que pensam em entrar nesse jogo, “Em época de crise não se pode especular muito com o dinheiro, ainda mais quem tem pouco dinheiro. As pessoas fazem o que quiser da vida, com seu dinheiro, mas quando der errado não vai dizer que ninguém avisou, reflitam antes de fazer qualquer coisa, pois tudo que envolve dinheiro tem que pensar mais de duas vezes, não se pode se motivar pela ganância, pelo desejo de ganho fácil, já diziam os nossos pais: ‘o que vem vai fácil, vai mais rápido ainda”.
História
Esquemas em pirâmide ocorrem em muitas variações. Os primeiros esquemas envolviam uma corrente postal, distribuída com uma lista de 5–10 nomes e endereços nela. Ao destinatário era dito que enviasse uma pequena quantia de dinheiro (tipicamente US$ 1 ou 5) para a primeira pessoa da lista. O destinatário então removeria esta primeira pessoa da lista, moveria todos os nomes restantes para cima uma posição e acrescentaria seu próprio nome (e talvez outros nomes) à parte de baixo da lista. Então, ele enviaria uma cópia da carta com a nova lista de nomes para os indivíduos listados. Esperava-se que este procedimento fosse repetido e repassado e então ele seria movido para o topo da lista e passaria a receber dinheiro dos outros.
O sucesso em tal empreendimento apoia-se unicamente no crescimento exponencial de novos membros. Daí o nome “pirâmide”, indicando a população crescente em cada camada sucessiva. Infelizmente, uma análise simples revelará que com umas poucas interações, a totalidade da população global precisaria entrar no esquema para que os membros preexistentes ganhassem alguma coisa. Isto é impossível, e a matemática garante que a vasta maioria daqueles que participarem de tais esquemas irá perder o dinheiro investido.
Esquemas em pirâmide em larga escala foram iniciados em estados que constituíam a antiga União Soviética, onde as pessoas tinham pouca familiaridade com o mercado de ações e eram induzidos a acreditar que rendimentos de mais de 1000% eram possíveis. Particularmente notórios foram o esquema em pirâmide MMM na Rússia e esquemas similares na Albânia. No último caso, eles quase causaram um levante popular.
Embora não seja um esquema em pirâmide no sentido estrito, o infame Esquema Ponzi de Charles Ponzi merece menção aqui, devido a algumas semelhanças.

Características

A característica distintiva destes esquemas é que o produto vendido tem pouco ou nenhum valor intrínseco ou é vendido por um preço fora da realidade do seu valor de mercado. Entre os exemplos, “produtos” tais como brochuras, fitas cassete ou sistemas que meramente explicam ao comprador como arregimentar novos membros, ou a compra de listas de nomes e endereços de possíveis candidatos. O custo destes “produtos” pode chegar a centenas ou milhares de dólares. Uma versão comum na Internet envolve a venda de documentos intitulados “How to make $1 million on the Internet” (“Como ganhar US$ 1 milhão na Internet”) e coisas do gênero. Outro exemplo é um produto (como um modem dial-up que pretensamente usa alta velocidade e/ou Voip), vendido por um valor acima do preço médio de mercado para produto igual ou similar, em qualquer parte. O resultado é que somente uma pessoa envolvida com o esquema seria capaz de comprá-lo e o único modo de fazer dinheiro é recrutar mais e mais pessoas, que também pagarão mais do que deveriam. Este valor adicional pago é então usado para embasar o esquema da pirâmide. Efetivamente, o esquema é bancado muito mais pelas compras superfaturadas dos novos associados do que pela “taxa de adesão” inicial.
Os principais identificadores de um esquema em pirâmide incluem:
Vendas efetuadas num tom exagerado (e algumas vezes incluem brindes e promoções).
Pouca ou nenhuma informação dada sobre a empresa (a menos que se queira comprar os produtos e tornar-se um participante).
Promessas vagamente enunciadas sobre rendimentos potencialmente ilimitados.
Nenhum produto real ou um produto que é vendido por um preço ridiculamente acima do seu real valor de mercado. A descrição do produto feita pela empresa é bastante vaga.
Um fluxo de renda que depende prioritariamente da comissão recebida pelo recrutamento de novos associados ou produtos adquiridos para uso próprio, em vez de vendas para consumidores que não são participantes do esquema.
A tendência de que só os inventores/primeiros associados tenham alguma renda real.
Garantias de que é perfeitamente legal participar.

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