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15/08/2006 - A Gazeta (ES) Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bancos investem em segurança para conter golpes na internet

Por: Carol Rodrigues


Para evitar as constantes filas das agências bancárias na hora de realizar tarefas do dia-a-dia, como pagar uma conta ou fazer uma transferência, cada vez mais os correntistas optam pela praticidade dos "home bankings", que permitem a efetuação de transações bancárias no conforto de casa ou do escritório por meio da Internet.

O preço por essa comodidade, no entanto, às vezes pode ser alto. Números do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br), mantido pelo Comitê Gestor da Internet, mostram que as tentativas de fraudes bancárias foram as que mais cresceram no ano passado: cerca de 20% dos 75,7 mil incidentes na rede foram relacionados às instituições financeiras. De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), os bancos tiveram R$ 300 milhões em prejuízos no período.

Não é à toa que as instituições de todo o país estejam investindo cerca de R$ 4 bilhões em segurança, segundo informa o presidente da Associação dos Representantes de Bancos (Arbes), Jorge Eloy. "São investimentos em tecnologias e em sistemas cada vez mais seguros. Os bancos precisam se antecipar aos golpes", explica.

Uma ação adotada pelo Banco do Brasil, há dois meses, foi o cadastramento do computador a ser utilizado pelos clientes para transações bancárias via Internet. "Depois da adoção dessa medida o número de fraudes caiu assustadoramente", garante o assessor de comunicação do Banco do Brasil, Volgano da Rocha Júnior.

Outro investimento, adotado tanto pelo Banco do Brasil quanto pelo Itaú, foi a implantação do teclado virtual, que aparece na tela. Esse recurso protege contra os diversos tipos de vírus que monitoram a digitação do teclado. O Itaú, que possui 4,4 milhões de clientes cadastrados no seu Internet Banking, está veiculando na TV uma campanha que orienta seus clientes a evitar comportamentos que possam expor informações confidenciais.

O Banestes adotou a certificação digital – uma espécie de "carteira de identidade virtual – desde a implantação do seu sistema de homebanking, em 1999. "Fomos o primeiro banco da América Latina a adotar a certificação digital e, graças a esse processo, nunca tivemos casos de fraude", afirma o diretor de tecnologia do Banestes, Genilson Corradi.

Cliente não pode ser responsabilizado

Mesmo com tanta informação disponível, o advogado especialista em direito empresarial Sérgio Carlos de Souza ressalta que o cliente não pode ser responsabilizado por eventuais fraudes na Internet. "A partir do momento que o banco oferece o serviço, ele precisa assumir os riscos de possíveis fraudes. O banco é inteiramente responsável", diz. Além do ressarcimento por parte da instituição, ele diz que se o cliente sentir que teve a sua privacidade violada pela invasão de terceiros, ele também poderá recorrer a uma ação de indenização por danos morais e materiais.

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