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21/05/2008 - Comunidade News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Durante 30 anos, família arranjava casamentos falsos


Agentes federais efetuaram 10 prisões na última terça-feira (13), pondo fim a um lucrativo negócio de casamentos entre cidadãos americanos e imigrantes indocumentados. Três gerações de uma família de North Texas estão sendo acusadas do esquema, que teria iniciado na década de 70. O número de envolvidos pode chegar a dezesseis.

Segundo o The Dallas Morning News, o grupo promovia casamentos e divórcios entre cidadãos americanos com imigrantes brasileiros e mexicanos. Apesar de ter três décadas de existência, as investigações começaram somente em 2004, a partir de uma denúncia. A quantia paga por cada imigrante, para a legalização através do casamento, podia chegar a $12,000.

A proposta de arranjar um casamento ao preço de $6,000 foi feita a um informante do governo, em setembro último, por Maria Refugia Camarillo, uma respeitável senhora de 70 anos e suposta líder do esquema. Segundo o que disse ao informante, o filho Oscar Hernandez, 44, “conseguiria qualquer documento necessário para completar os formulários de imigração”.

As cerimônias eram normalmente realizadas por juízes de paz, a pedido dos próprios recém-casados, que usavam identidades falsas. Depois do “casamento”, nada de viver sob o mesmo teto. A lua-de-mel era recheada de formulários falsos e ensaios para responder às perguntas da imigração, durante as audiências e entrevistas.

Enquanto o casamento estava no Serviço de Cidadania e Imigração Americano (USCIS, em inglês), o grupo já se encarregava de entrar com o pedido de divórcio nos condados de Tarrant e Dallas. O consumidor satisfeito que indicasse outros imigrantes indocumentados levava ainda um prêmio de $200.

Diana de Leon, 34, uma das acusadas, teria “subido ao altar” mais de dez vezes, mas nos documentos de imigração, jurou que nunca tinha sido casada. O total de acusados chega a 16, e o mais jovem tem 25 anos. A casa de “Cuca”, apelido de Maria Refugia, no valor de $39,000, será provavelmente apreendida pelas autoridades federais.

“Casamentos” na mira da imigração

Em audiência realizada na última terça-feira, o grupo foi acusado de conspiração para cometer fraude em conexão com documentos de imigração, fraude de Social Security, roubo de identidade com agravante e uso impróprio de vistos. A pena prevista para cada acusado, se condenado, prevê o pagamento de $250,000 de multa, acompanhado de 2 a 10 anos de prisão por cada uma das acusações.

Além de Cuca e Diana, mais 10 suspeitos foram presos, e deveriam comparecer perante o Juiz William Sanderson na segunda-feira (19). Existem ainda 4 suspeitos foragidos.

Há cerca de duas semanas, a investigação denominada “Operation Knot So Fast” prendeu mais de 80 pessoas na Flórida, num esquema similar de casamentos fraudulentos. Foram encontrados bolos de casamento e vestidos de noiva, utilizados para tirar as fotos encaminhadas à imigração. O Procurador Richard Roper, do Distrito Norte do Texas, acha injusto conseguir o green card através de casamentos fraudulentos, quando na verdade milhões de imigrantes estão pacientemente esperando o documento através do processo legal.

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