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07/08/2006 - BBC Londres Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Nigéria faz ofensiva contra 'golpe do adiantamento'


Virtualmente todos os que têm uma conta de e-mail já se depararam alguma vez com o golpe conhecido como “taxa de adiantamento”, pelo qual a Nigéria se tornou globalmente famosa.

O golpe envolve o envio de e-mails, cartas ou faxes a vítimas em potencial em todo o mundo, atraindo-as para um negócio financeiro altamente atrativo, mas falso.

Agora investigadores britânicos estão ajudando a polícia de Lagos, na Nigéria, a combater o golpe.

Na Nigéria, as recompensas pelo golpe são potencialmente lucrativas, mas agora, graças à cooperação entre as forças policiais internacionais, ele está se tornando cada vez mais arriscado.

“Historicamente nós sempre tivemos problemas em conseguir evidências da Nigéria, mas isso está mudando”, diz o sargento Mark Radford, chefe da seção da Scotland Yard responsável pela África. “Eles se dispõem a cooperar e levam muitos criminosos da Nigéria à Justiça.”

Prisão

Nas prisões no centro de Lagos, mais de 50 suspeitos aguardam julgamentos por acusações de golpes do tipo.

A Nigéria recentemente – e pela primeira vez – começou uma grande operação de combate a todos os tipos de crimes econômicos.

O esforço é altamente necessário. No ano passado, o país foi classificado como o sexto mais corrupto do mundo – e foi a melhor posição no ranking que a Nigéria já conseguiu.

Agora, porém, provedores de internet que permitem que fraudadores on-line operem poderão enfrentar processos criminais, enquanto décadas na prisão esperam os próprios fraudadores, com poucas chances de liberdade condicional antecipada.

Mas com tantos incautos a explorar, parece que os criminosos nigerianos não vão desistir tão fácil.

Dinheiro tingido

Além das fraudes mais conhecidas, outras já começam a aparecer. Em uma delas – conhecida como “golpe do dinheiro preto” – os criminosos mostram às vítimas o que parecem ser notas de dinheiro tingidas.

O golpista mostra como remover a tinta e vende as notas em troca de dinheiro. Porém as “notas” são na realidade papel sem nenhum valor.

Para dar credibilidade às suas operações, os depósitos e hotéis que os nigerianos usam como pontos de encontro são normalmente localizados em cidades européias, tendo Londres como a favorita.

Segundo Olalu Adegbite, chefe da seção especializada no golpe do adiantamento na Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros, um americano perdeu US$ 2,1 milhões ao ser vítima do golpe.

“O sujeito se convenceu ao chegar à Grã-Bretanha, e os homens estavam bem vestidos, alguns negros e alguns brancos, e pareciam responsáveis”, disse. “Ele foi convencido, foi levado a isso.”

Nesse caso, o golpista foi preso na Nigéria e sentenciado a 342 anos de prisão. Ele também precisará devolver os US$ 2,1 milhões.

Corrupção oficial

O detetive britânico Peter Clark vem investigando o governador de um Estado nigeriano, suspeito de corrupção na Nigéria e lavagem de dinheiro em Londres, desde janeiro de 2004.

Somente quando ele começou a se aprofundar no que inicialmente era um caso de fraude com cartões de crédito que ele se deu conta de quão significativo era o caso, ao descobrir que milhões de libras haviam sido movimentadas secretamente da Nigéria para bancos em Londres.

Por anos, a corrupção generalizada foi responsabilizada por muitos dos problemas da Nigéria. Escolas, hospitais e serviços públicos têm um padrão muito aquém do que se esperaria de um país que é rico em petróleo e, em muitas áreas, altamente fértil.

Desvios

E há agora indicações crescentes de que os moradores de um estado pobre no centro do país estão ainda pior do que deveriam estar porque, supostamente, o governador desviou milhões de libras dos cofres públicos.

Mais especificamente, ele é acusado de redirecionar ao menos 6 milhões de libras destinadas a melhorias ambientais para suas próprias contas bancárias.

“De tempos em tempos, os Estados fazem pedidos ao governo federal para obras extraordinárias em suas regiões. O que pudemos descobrir é que o governador fica com os cheques emitidos”, disse o detetive Clark.

“Descobrimos que grandes parcelas desses cheques foram enviadas para contas em Londres.”

Porém o governador do Estado continua no poder porque a assembléia local decidiu mantê-lo no poder, onde está imune aos processos.

Provas

O governador negou um pedido de entrevista à BBC, mas o presidente da Assembléia, Simon Lalong, disse que o dinheiro alocado ao Estado foi gasto de maneira adequada.

“Nós convidamos a polícia a vir e provar as acusações, porque o que recebemos de início era só um papel dizendo que havia uma série de acusações contra Sua Excelência, incluindo descumprimento de fiança”, disse.

“Eles escreveram dizendo que essas eram as acusações, mas nós respondemos: onde estão os fatos?”

Em toda a Nigéria, 24 dos 36 governadores de Estado estão sob investigação.

O chefe da Comissão de Crimes Econômicos e Financeiros, Nuhu Ribadu, não considera a hipótese de permitir que eles escapem da Justiça.

“Para este país vai mudar, para alguma coisa funcionar, nós temos que combater a corrupção, temos que estabelecer um estado de lei e ordem”, diz.

“Não podemos fazer isso sozinhos, porque estamos combatendo o poder, a autoridade, aqueles com dinheiro, e precisamos da ajuda daqueles que são bons e que entendem a necessidade destas coisas.”

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