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14/05/2008 - Cidade Biz Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estudo global da Ernst & Young aponta que corrupção nos negócios é crescente


Apesar do endurecimento da legislação antifraudes em todo o mundo, a percepção é que a corrupção nos negócios ainda é crescente, segundo a 10ª Pesquisa Global sobre Fraudes da Ernst & Young, que ouviu 1.186 líderes de grandes companhias, em 33 países, entre novembro de 2007 e fevereiro de 2008.

O estudo incluiu entrevistas realizadas em 58 empresas da América Latina, sendo 26 brasileiras. Um em cada quatro executivos entrevistados admite ter tido problemas relacionados à corrupção nos últimos dois anos.

O levantamento mostrou também que quase 70% dos empresários entrevistados acreditam que as leis e medidas anticorrupção estão mais fortes nos últimos cinco anos. No entanto, apenas um terço deles afirma ter algum conhecimento sobre o Foreign Corrupt Practices Act, legislação anticorrupção considerada referência mundial no combate às fraudes, inclusive no Brasil, existente há mais de 30 anos nos EUA.

Os executivos brasileiros demonstraram um conhecimento ligeiramente superior. Enquanto 31% dos entrevistados no país apontaram conhecer um pouco a legislação internacional, globalmente foram apenas 16%.

"As empresas, principalmente as que atuam de alguma forma no mercado americano, precisam entender os impactos dessa legislação no ambiente de negócios. É importante também conhecer a legislação local. O Brasil não possui uma legislação especifica sobre o tema, mas o Código Penal aborda a corrupção de forma clara", diz José Francisco Compagno, sócio da área de investigação de fraudes da Ernst & Young.

"O Brasil, como outros países envolvidos na pesquisa, precisa agora definir mecanismos mais eficientes de cobrança do cumprimento da lei".

O levantamento mostrou que as empresas brasileiras acreditam que as auditorias internas são eficientes em detectar fraudes e corrupção. No Brasil, 46% dos entrevistados apontam que auditoria é muito bem sucedida nesta ação, contra 22% das companhias mundiais.

O levantamento traz outros dados interessantes:

• Globalmente, 18% das empresas pesquisadas já perderam negócios porque se negaram a pagar propina.

• No Brasil, nos últimos dois anos, 63% das empresas ouvidas apontaram que consideraram sempre os riscos referentes à fraude e corrupção no processo de aquisição de uma nova companhia, contra 36% das empresas globais.

• Após a aquisição, 48% das empresas brasileiras continuaram analisando esses dados, contra 28% das empresas mundiais.

Setores - A pesquisa também mostrou o nível de corrupção dividido por segmentos de atuação. Para 47% dos entrevistados, o setor de mineração é o mais suscetível à corrupção, seguido por serviços públicos (43%) e seguros (41%).

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