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13/05/2008 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Novo relatório da PF aponta envolvimento de Paulinho em fraude do BNDES


RIO - Um novo relatório entregue nesta terça-feira pela Polícia Federal (PF) ao Ministério Público Federal (MPF) sobre a Operação Santa Tereza, que investiga fraudes com dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), complica ainda mais a situação do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP). Segundo o "Jornal Nacional", o novo documento concentra transcrições das interceptações telefônicas que, segundo a PF, mostram o envolvimento do deputado.

De acordo com o relatório, o coronel da reserva da polícia militar, Wilson Consani, que faz a segurança para a Força Sindical, soube antes da operação e tentou avisar o deputado. Ainda segundo o documento, Consani acabou conseguindo falar com o deputado momentos antes de ser preso. Paulinho, por sua vez, disse que a ligação era para tratar da segurança da festa do 1º de maio da Força Sindical. O deputado nega envolvimento com as fraudes.

Segundo as gravações da PF, Consani ligou primeiro para Miguel, que segundo a polícia é Miguel Eduardo Torres, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, e disse que queria conversar com o "chefe maior" que, para a PF, seria Paulinho.

Na ligação, Consani disse: "tem uma operação que talvez seja amanhã, e que uma boa medida será o cara dormir em algum lugar hoje". O coronel também ligou para o vice-presidente do PDT em São Paulo, José Gaspar, dizendo que iria falar quatro frases: "8ª Vara Federal; lavagem de dinheiro; Tosto; talvez amanhã, às 6h da manhã." Este foi o horário de início da operação.

O advogado Ricardo Tosto foi representante da Força Sindical no BNDES. Ele chegou a ser preso acusado de facilitar a liberação de verbas no banco. A investigação sobre lavagem de dinheiro estava na 8ª vara da Justiça Federal.

Na mesma ligação, José Gaspar pergunta a Consani: "Tem alguma coisa contra nosso amigo?". Amigo, que de acordo com os policiais, seria Paulinho. O coronel respondeu: "Num primeiro plano, não. Mas, em segundo plano, pode ser. Tem o esquema das ONGs, da lavagem de dinheiro. E outros pontos ligados a ele."

Na procura pelo "chefe maior" do grupo, o coronel teria ligado para Gildásio Costa, cunhado de Paulinho. De acordo com o relatório da PF, Gildásio pediu para Consani ligar para dois números de telefone, um de São Paulo e outro de Brasília. Os dois são de uso de Paulinho.

Ruy Fernando Gomes, advogado de Wilson Consani, confirmou que o coronel fez as ligações. Mas segundo ele o motivo dos telefonemas não foi o de livrar ninguém da prisão. Miguel Eduardo Torres, José Gaspar e Gildásio da Costa não foram encontrados pelo "Jornal Nacional" para comentar o assunto. Ricardo Tosto não quis comentar o relatório.

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