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13/05/2008 - O Tempo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Máfia dos sanguessugas atuou em 33 cidades de Minas

Por: Ezequiel Fagundes


A máfia dos sanguessugas, descoberta pela Polícia Federal (PF) em 2006, atuou em 33 municípios de Minas e deu um rombo de R$ 438.023,96 mil aos cofres públicos, segundo análise feita por uma força-tarefa formada pela Controladoria Geral da União (CGU) e Departamento Nacional de Auditoria do Ministério da Saúde (Denasus).

Há cerca de um ano, o ministro da CGU Jorge Hage anunciou que iria intensificar as ações para identificar as prefeituras envolvidas com o esquema.

A máfia negociava com deputados federais e assessores a liberação de emendas individuais ao orçamento da União. A verba liberada pelo Ministério da Saúde era desviada para comprar ambulâncias superfaturadas. Em troca de pagamento de propina, os parlamentares apresentavam emendas para a compra de ambulâncias.

Em Minas, os auditores da CGU e do Denasus concluíram que os contratos celebrados por prefeituras mineiras foram direcionados para empresas ligadas à máfia vencerem as licitações públicas. Além da licitação forjada, houve superfaturamento de preços na maioria dos convênios celebrados de forma irregular.

O pente-fino foi feito em 1.000 convênios de compra de ambulâncias fechados em 600 municípios do país. Ao todo, segundo a CGU, o prejuízo foi de mais de R$ 15 milhões, por todo o país.

Ainda de acordo com a CGU, a máfia dos sanguessugas era comandada pelo empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, proprietário da empresa Planam.

Em depoimento, Trevisan Vedoin, denunciou a participação de 90 deputados federais com o esquema de fraudes.

Na Prefeitura de Cuparaque, no Vale do Rio Doce, cidade que tem pouco mais de 4.000 habitantes, a máfia deu prejuízo de R$ 44.139,95 em um único convênio no valor de R$ R$ 103 mil, o maior rombo apontado pela CGU em Minas.

Outra cidade que celebrou contrato com a empresa ligada à família Vedoin foi Cônego Marinho, localizada no Norte de Minas, a 639 quilômetros da capital. Nesse caso, o rombo em uma das cidades mais carentes em recursos do Estado, foi de R$ 27.341,99 em um convênio de R$ 68.040 mil - segundo maior rombo em Minas.

O rastro de suborno e tráfico de influência atinge também os prefeitos. Segundo a PF, o primeiro passo da quadrilha era cooptar chefes do Executivo para direcionar as licitações a favor da Planam, que recentemente foi colocada na lista suja da CGU.

Todo o resultado dessa análise já foi encaminhada ao Tribunal de Contas da União (TCU).


Investigação deflagrada por sorteio

As irregularidades praticadas pela empresa Planam na venda de ambulâncias para municípios de Minas e vários outros Estados do país levaram a Controladoria Geral da União (CGU) a declarar a empresa inidônea para contratar com a administração pública.

A decisão foi do ministro Jorge Hage e alcançou também outras três empresas ligadas à família Vedoin: Santa Maria, Klass e Enir Rodrigues de Jesus EPP.

Desmantelado pela ação da CGU e da Polícia Federal, que deflagrou, em 2006, a chamada operação Sanguessuga, o esquema fraudulento liderado pela Planam promovia a venda de unidades móveis de saúde para centenas de prefeituras, com recursos repassados pelo Ministério da Saúde, a partir de emendas parlamentares. As irregularidades foram investigadas a partir das constatações feitas pela CGU durante os trabalhos do Programa de Fiscalização por Sorteios Públicos.

A declaração de inidoneidade resulta de um processo administrativo aberto pela CGU e Denasus.

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