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12/05/2008 - Brasília em Tempo Real Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Caesb desmonta esquema de roubo de água por violação de hidrômetro


Uma operação da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e da Polícia Civil que começou na última sexta-feira (09/05) e continua nesta segunda-feira (12/05) descobriu um esquema de furto de água que envolvia pelo menos 25 estabelecimentos comerciais da Asa Sul, Asa Norte, Guará, SIA, Setor de Oficinas e Gama. Nesses quatro dias, cinco pessoas foram presas por estarem envolvidas no roubo e uma por desacato à autoridade.

Alessandro Santos da Costa, 31 anos, que já havia trabalhado para a Caesb, era pago para adulterar os hidrômetros. “Há cerca de oito anos ele foi empregado de uma empresa que prestava serviço para a Companhia e foi aí que ele aprendeu a mexer no aparelho”, conta o superintendente de comercialização da Caesb, Emerson de Oliveira.

Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Furtos (DRF), Eric Seba de Castro, o ladrão agia de três formas diferentes. Na primeira maneira, ele tirava o lacre do hidrômetro, parava a contagem do consumo de água e a religava somente quando se aproximava a data da verificação pelos fiscais da companhia. Na segunda, ele voltava o ponteiro com o dedo para uma posição de menor consumo. No terceiro, ele alterava o hidrômetro de forma que, a partir do 15º dia do mês, os ponteiros começassem a contar para trás.

Dos três modos, o valor pago pelo estabelecimento era sempre muito inferior à quantidade real de água consumida. “Em algumas pousadas da W3 Sul, onde houve as primeiras prisões, o gasto mensal era de oito metros cúbicos de água, consumo correspondente ao de uma casa em que vive somente um casal de idosos, por exemplo”, comenta Emerson.

O delegado da DRF aponta outros cálculos ainda mais extremos. “A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê um consumo médio diário de 600 litros de água por pessoa”, comenta Eric Seba. “Na Pousada Dom Bosco (703 e 704 Sul), por exemplo, onde hospeda-se uma média de 15 pessoas por dia, o consumo deveria ser de 270 metros cúbicos de água por mês, mas as contas delas vinham somente com gastos mensais de 40 metros cúbicos”, completa. Segundo levantamento inicial da Caesb, a fraude pode dar um prejuízo de R$ 1,8 mil a R$ 2 mil mensalmente por cada hidrômetro adulterado.

As investigações duraram dois meses e, após reunir provas suficientes, além de Alessandro, a equipe da DRF prendeu, durante a noite da última sexta-feira, Getúlio José Valente, 58 anos – dono da Pousada Dom Bosco -, Vanessa Dias Goulart, 34 anos – dona da Pousada Zen, na 705 Sul - Cleide de Oliveira, 47 anos – dona do restaurante Quem Temperou, na 302 Sul e de uma Pousada na 705 Sul – e o compadre de Cleide, Adonai da Silva Ferreira, 54 anos.

Após prestarem depoimento, todos receberam o direito de responder ao inquérito em liberdade, por terem bons antecedentes. “Ainda estamos em busca de outras duas pessoas que fazem o mesmo que Alessandro, mas sem nenhuma relação, e tentamos provar algo contra os outros clientes dele”, informa o delegado.

Operação continua

Na manhã desta segunda-feira, cerca de dez fiscais e policiais visitaram sete estabelecimentos citados. Os restaurantes Líbanus (206 Sul), Quem Temperou (302 Sul) e Italianinho (Conic) foram autuados por estarem com o lacre do hidrômetro rompido. No Villa’s (Conic), o equipamento havia sido trocado de lugar sem autorização da Caesb.

Segundo o superintendente da Caesb, nenhum outro comerciante foi preso ainda porque a medição de água estava sendo feita normalmente nesta segunda-feira. Ele acredita que, após ter sido liberado, Alessandro deve ter avisado aos clientes sobre a descoberta do caso. “Esses estabelecimentos serão multados por violação, terão de pagar a recuperação do hidrômetro e multa em torno de R$ 800, além de devolverem à Caesb toda a água que foi roubada”, garante Emerson de Oliveira.

Durante os próximos dez dias, fiscais da companhia irão avaliar a média de consumo das empresas e multiplicar por 30 para se chegar ao valor que elas terão de pagar. Ao longo desta segunda-feira, a equipe substitui os hidrômetros adulterados para encaminhá-los à perícia, na qual será possível comprovar se houve ou não a violação indevida e o roubo de água. A pena prevista para furto qualificado é de três a oito anos por cada hidrômetro alterado, no caso. Todos os acusados devem prestar depoimento nesta terça-feira (13/05) e podem ser indiciados, dependendo dos dados levantados pela Caesb.

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