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08/05/2008 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Alstom teria pago políticos através de empresa uruguaia, diz jornal


A Alstom, investigada na Suíça por suspeita de corrupção no Brasil, teria feito pagamento a políticos brasileiros através de uma empresa sediada no Uruguai, segundo reportagem publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo" nesta quinta-feira (8).

De acordo com a publicação, a Polícia Federal teria apreendido, em 2006, dois comprovantes de transferência bancária que comprovariam que a empresa francesa teria pago comissões a políticos brasileiros para obtenção de contratos no país.

Os extratos bancários mostrariam que a filial da Alstom na Suíça transferiu US$ 550 mil para a empresa uruguaia Aranza. Em depoimento à PF, um dos sócios da empresa, afirmou ter cedido a conta em troca de um percentual de 5% sobre os valores.

Ainda segundo o jornal, o sócio afirmou que o dinheiro seria usado para pagar comissões a políticos em licitações ligadas a empresas de energia brasileiras. Ele diz ter cedido a conta a pedido do vice-presidente da Alstom entre 1999 e 2004. O executivo teria dito à PF não ter conhecimento dos depósitos.

Procurada pelo jornal, a Alstom não quis comentar a apreensão dos comprovantes pela PF. Já o advogado do ex-vice-presidente afirmou que seu cliente não tem qualquer relação com as transferências.

Investigação

A Alstom está sendo investigada na Suíça e na França por uma suspeita de que tenha pago propina para garantir os contratos em obras como a expansão do metrô de São Paulo e a construção da hidrelétrica de Itá, em Santa Catarina. Pessoas ligadas à multinacional estão sob investigação por corrupção e lavagem de dinheiro em obras em várias partes do mundo.

O Ministério Público suíço confirmou a investigação, que surgiu de um relatório da consultoria KPMG. A Alstom deixou claro que não existe nenhum caso aberto contra ela e que as pessoas citadas não têm contato com a empresa desde 2001.

Segundo uma reportagem publicada pelo Wall Street Journal, a investigação aponta que um orçamento de US$ 200 milhões foi identificado para pagar comissões de 15% e garantir que um contrato fosse assinado para a construção da hidrelétrica em 2001.

Outra obra suspeita seria a do metrô de São Paulo. Para conseguir o contrato de US$ 45 milhões, a empresa teria pago propinas de US$ 6,8 milhões para autoridades. Os suíços querem agora uma ajuda do Brasil para identificar 24 pessoas que teriam participado do esquema. Um deles seria até mesmo um representante de um político. O documento aponta que esse intermediário garantiria apoio político para a empresa na concorrência. O preço seria 7,5% do valor do contrato do metrô.

Alstom, metrô e governo

Pagar comissões a autoridades estrangeiras já foi permitido em muitos países europeus. Na França era possível até abater esses gastos do imposto de renda.

A lei antipropina, aprovada em 2000, proibiu esse tipo de pagamento no país. Mas as investigações indicam que a prática continua. No ano passado dois ex-representantes da Alston admitiram em depoimento que pagaram propina em nome da empresa.

Em nota, a Alstom diz que as acusações são baseadas em hipóteses e especulações. E ressalta que nenhuma ação legal foi movida contra a companhia.

O Metrô de São Paulo informou, também por nota oficial, que está averiguando os contratos com a empresa entre 1995 e 2003.

"[Esses são] Fatos supostos anteriores ao meu governo e eu vou tomar conhecimento de toda a investigação, seja feita na Suíça, na França, e será levada em consideração por nós, que vamos investigar a fundo os elementos que eles possam fornecer”, afirmou o governador de São Paulo José Serra.

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