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07/05/2008 - Correio da Bahia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresários buscam medidas para reduzir custos

Por: Camila Vieira e Maíra Portela


Mais uma rodada de negociação frustrada entre rodoviários e empresários do transporte público de Salvador. Com a decisão do prefeito João Henrique de manter o Decreto nº 17.127/2007, que garante o congelamento da tarifa até janeiro de 2009, medidas “criativas” são vistas como saída diante da impossibilidade de reajuste. Na manhã de ontem, na sede do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps), no Iguatemi, não houve avanços nas discussões sobre reajuste de salário e itens como tíquete-alimentação, auxílio assistencial e gratificação do Carnaval.

A forma “criativa” para solucionar o problema ainda não foi pensada, mas a expectativa é que ainda este mês seja encontrada uma saída para o impasse. O coordenador de Relações Sindicais do Setps, Jorge Castro, explicou que a dificuldade em conseguir um consenso surgiu devido ao aumento “surpresa” do diesel em 11%. A receita mensal para colocar nas ruas os 2.400 ônibus que circulam em Salvador é de R$68 milhões. Desses, R$14 milhões são gastos apenas com combustível e R$29 milhões com salário.

Do total das despesas, 76% reúne apenas três itens: tributos diretos, salário e combustível. Mas esses não são os únicos problemas apontados pelo empresariado. Há ainda a meia-passagem, a gratuidade e as fraudes. Se houver a redução dos benefícios, Castro acredita na diminuição dos gastos, o que possibilitaria um acordo. “Quando inclui o gratuito e a meia passagem, quem paga é o usuário da tarifa inteira. Isso sem falar nas fraudes. Hoje a tarifa não é real, mas sim política”, lamenta.

Ainda de acordo com o coordenador do Setps, se o preço do ônibus fosse R$2,28, não haveria problemas para negociar as melhorias exigidas pelos trabalhadores. “Aumentou a água, o diesel, o salário mínimo. Então o preço do produto também precisa aumentar”, justificou Castro. Quanto ao governo do estado, este também foi indicado como culpado, já que desconta a passagem no contracheque, ao invés de comprar as tarifas.


Rodoviários prometem parar hoje

Insatisfeitos com a possibilidade de ficar até abril de 2009 sem reajuste salarial, os rodoviários vão continuar com as paralisações surpresas, como forma de pressionar o patronato. No início da manhã de hoje, passageiros poderão se surpreender com a falta ou demora de ônibus em algum ponto da cidade, não divulgado pelo Sindicato dos Rodoviários. Depois, a categoria se reunirá em assembléia, às 9h e às 15h, na sede do Sinergia (Sete Portas).

A reunião de ontem agravou o descontentamento dos trabalhadores. “Não se resolveu nada. Os empresários alegam o aumento do óleo diesel, que não é problema nosso”, desabafou Ubirajara Sales, diretor de Imprensa do Sindicato dos Rodoviários. Hoje, a categoria decidirá o rumo do movimento e os itens a serem discutidos na reunião de amanhã com o Steps, às 9h.

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