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28/07/2006 - Tribuna de Alagoas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Especialistas querem mudar urna eletrônica


O sistema de votação eletrônica, que completa este ano uma década de uso no País, ainda precisa ser melhorado para reduzir a possibilidade de fraudes, conforme opinião de especialistas em segurança de dados. Segundo esses técnicos, a principal forma de aperfeiçoar a urna eletrônica seria a impressão de um comprovante do voto. O papel seria depositado em outra urna, o que permitiria conferir a votação nos dois sistemas.
Na opinião de Amílcar Brunazo, engenheiro especializado em segurança de dados e representante técnico do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a medida seria uma segurança a mais ao sistema. “Fazendo as duas votações, há uma forma de conferir o sistema impresso com o eletrônico. Um sistema garante o outro”, já que, se um dos dois for fraudado, a diferença vai ser percebida.
Brunazo é um dos técnicos que assinaram uma carta pública em favor da impressão de um comprovante do voto, em 2003. Diversos professores da área de computação, de algumas das maiores universidades do País, apoiam o manifesto. “Resolveram o problema de fraude simplesmente tornando a fraude indetectável”, critica Jorge Stolfi, professor do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), outro dos especialistas responsáveis pelo documento. “Criou–se um sistema que é perfeito simplesmente porque é impossível descobrir seus defeitos”.

O professor da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Rezende, também questiona a garantia da inviolabilidade. “Que sistema é mais seguro, um que precisa de um batalhão de fraudadores ou um que pode ser alterado por um único programador?”, questiona outro dos especialistas que assina o manifesto em favor da impressão do voto, Rezende coordena o programa de extensão em Segurança Computacional da UnB.
Para Rezende, a Justiça Eleitoral se apóia apenas no princípio da confiabilidade. “O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sempre parte do princípio de que ele próprio é confiável. Isso não está em questão”, afirma Stolfi, da Unicamp. “O perigo é que alguém se infiltre no TSE ou na empresa fabricante da urna e altere o programa. Essa possibilidade é enorme, já que o sistema é tão complexo que é virtualmente impossível que qualquer alteração seja percebida”, opina. Rezende, da UnB, explica que o problema é a própria lógica adotada pelo TSE de que um sistema de informática é tão seguro quanto mais fechado ele seja e quanto menos pessoas o controlem. “Nós já pensamos que, quanto maior o controle do cidadão, mais seguro. Esse é o princípio básico da democracia”, afirma ele. “Do contrário, é a seita do santo byte, que o poder está em quem controla a informação. Ele normatiza, executa e julga os próprios atos”, ironiza.

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