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02/05/2008 - pernambuco.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF diz que Paulinho recebeu propina de R$ 325 mil


O relatório da Polícia Federal (PF) sobre o escândalo de desvio de recursos do BNDES informa que o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), recebeu propina de R$ 325 mil para intermediar um empréstimo de R$ 124 milhões do banco de fomento para a prefeitura de Praia Grande (SP). É o que mostra reportagem de Ricardo Galhardo, publicada na edição desta sexta-feira do jornal "O Globo".

De acordo com a reportagem, o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), repassou R$ 2,6 milhões à quadrilha em troca da aprovação de financiamento de R$ 124 milhões. O dinheiro, diz a PF, foi dividido entre integrantes do esquema, inclusive Paulinho.

A reportagem mostra ainda que a aparição do nome de Paulinho no relatório da PF, enviado no dia 17 de abril à 2 Vara Criminal Federal de São Paulo, contradiz nota oficial divulgada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, depois de ter sido interpelado por parlamentares que aparecem nas investigações. No texto, Tarso afirma que nenhum deputado é investigado pela operação. O nome de Paulinho surge pelo menos outras duas vezes no inquérito.

Na Operação Santa Tereza, deflagrada no último dia 24, a Polícia Federal prendeu dez pessoas acusadas de desviar recursos do BNDES. Entre elas, o sindicalista João Pedro de Moura, ex-assessor de Paulinho e ex-conselheiro do BNDES. De acordo com a PF, os integrantes da quadrilha não tinham pudor ao escolher o alvo das fraudes. Hospital, escolas e até um asilo para velhinhos foram prejudicados. De acordo com a PF, além dos desvios, exploração de prostituição e tráfico de mulheres, a quadrilha praticava fraudes em licitações "possivelmente também por meio do esquema de financiamento do BNDES".

Paulinho culpa ano eleitoral por denúncias

Durante o evento da Força Sindical em comemoração ao Dia do Trabalho, em São Paulo, Paulinho disse que não sabe exatamente do que está sendo acusado e que vai procurar se inteirar dos detalhes da investigação. O deputado, que declarou ter recebido o apoio do seu partido e de partidos aliados como o PSB e o PCdoB, com quem o PDT forma na Câmara o chamado bloquinho, culpou o ano eleitoral pelo surgimento das denúncias.

"Todos os partidos do bloco têm me apoiado em peso. A gente sabe que essas coisas sempre acontecem em ano eleitoral", afirmou ele, levantando suspeitas de que alguém o estaria querendo atingir, uma vez que poderia se candidatar à prefeitura de São Paulo no segundo semestre.

Além dos partidos aliados, Paulinho também recebeu o apoio do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente do PDT. No evento da Força, Lupi disse que não se pode condenar previamente o deputado é que é necessário um aprofundamento das investigações. Esta é a segunda vez nesta semana que o ministro sai em defesa do deputado.

"Não podemos transformar esse processo que ainda é de verificação, de investigação, num tribunal de inquisição, acusando determinadas pessoas e sequer lhes dar o direito de defesa. Até agora, pelo que foi apurado, acham que foi um ex-assessor, mas são interpretações, avaliações. Temos que ter mais cuidado e esperar que todo o processo seja concluído dando a ele o direito de defesa".

O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), criticou o ministro Tarso Genro, que afirmou que "pessoas que são suspeitas de fazer contratos ilegais acabem protegidas por essa impossibilidade de fiscalização da polícia" nos corredores do Congresso.

"A Polícia Federal entra nos corredores do Supremo Federal sem ser autorizada? Não. Eu não posso concluir, portanto, que os corredores do Supremo se transformariam num espaço para haver conversas ilícitas. Então, é uma associação que eu acho que deva ser evitada. Com todo o respeito ao ministro, mas eu não concordo com esse tipo de, digamos, comparação", disse Chinaglia em entrevista coletiva, na saída da comemoração do 1º de Maio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Chinaglia afirmou que, na Câmara, a Polícia Federal só poderá entrar se avisar:

"Se depender de mim, a Polícia Federal, primeiro, tem de cumprir seu dever. Segundo, se quiser entrar tem de comunicar antes".

O ministro Tarso Genro havia dito ainda que, caso os parlamentares decidam que a PF ficará impedida de fazer filmagens na Casa,o Ministério atenderá a decisão. O ministro, no entanto, disse que o espaço é público e que não se pode proibir filmagens em espaço público.

"Eu sei que o ministro é um democrata e está fazendo uma consideração, eu diria, do ponto de vista teórico do espaço público. Mas tem conseqüências do ponto de vista do poder", afirmou o deputado.

Kassab diz que ausência na festa é para evitar constrangimento

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que já estava com a presença confirmada para a festa da Força Sindical, segundo a organização, não compareceu ao evento. De acordo com relatórios da Polícia Federal (PF), Paulinhoqueria criar um escândalo que pudesse atingir Kassab, candidato à reeleição, e ganhar espaço na disputa eleitoral deste ano. O deputado também pretende ser candidato a prefeito de São Paulo pelo PDT.

Kassab disse que não participaria da festa para não causar nenhum tipo de constrangimento.

"Não vou apenas para não constranger o PDT, que através dos seus dirigentes, há algumas semanas atrás, se afastou do nosso governo, do projeto político. E os dirigentes da Força Sindical são dirigentes do PDT. É até, da minha parte, uma demonstração de respeito", disse o prefeito, durante a festa da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Marta é vaiada em evento da Força Sindical

Também no evento da Força Sindical, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, foi vaiada quando subiu ao palco. Ela teve que ser socorrida por Paulinho, que pediu para que o público parasse a manifestação porque ela não estava no local como prefeita ou candidata, mas para dar uma palavra aos trabalhadores.

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