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30/04/2008 - O Estado de Minas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Adulterador de veículos é preso em Minas

Por: Thiago Herdy


A polícia prendeu em Belo Horizonte um mecânico de 42 anos considerado um dos maiores adulteradores de veículos de Minas. Apelidado de “Cirurgião”, pelo conhecimento técnico em mecânica e lanternagem, o profissional transplantava para veículos roubados números de chassis e outros itens de identificação de carros envolvidos em acidentes de trânsito. O novo veículo era emplacado e oferecido como seminovo em anúncios ou feiras de automóveis. Pelo menos 16 carros clonados foram identificados. Foi divulgado apenas o primeiro nome do golpista – Adílson –, sob o argumento de que ele pode ser procurado por outros detentos para ensinar suas técnicas, enquanto estiver preso, segundo o delegado Antônio Lanna, da Delegacia Especializada de Investigação de Furtos e Roubos de Veículos.

Ele é considerado um dos maiores falsificadores da história do Detran-MG, tem uma habilidade impressionante. Era praticamente impossível descobrir a fraude”, disse o coordenador de Operações Especiais do Departamento de Trânsito de Minas Gerais, Márcio Lobato. A eficiência do golpe levou a polícia a rever os critérios de verificação em veículos que circulam em Minas, de acordo com o coordenador. Para Lobato, a polícia aprendeu muito com o criminoso, que abriu “novos precedentes para a realização de vistorias”. As novas providências ainda serão definidas, mas não devem ser divulgadas, para dificultar o trabalho de fraudadores.

Segundo o inquérito, o nome do mecânico havia sido citado por criminosos envolvidos com o roubo de veículos nas regiões Norte e Nordeste de Belo Horizonte. Uma equipe da Polícia Civil descobriu o endereço do investigado, no Bairro Ipiranga, onde teriam sido encontrados um frasco de ácido e lixas, usados na adulteração de veículos. “O que era uma suspeita transformou-se em uma certeza”, disse Antônio Lanna. De acordo com o delegado, o mecânico confessou os crimes. “Possivelmente ele pensou na legislação, que prevê atenuantes para a livre confissão”, sugeriu o policial.

Para executar a fraude, o acusado comprava carros batidos em depósitos de ferro-velho da capital. Em seguida, encomendava a criminosos o roubo de veículos idênticos, da mesma marca, ano e modelo. Os componentes de verificação dos automóveis batidos eram transplantados para os carros roubados, entre eles identificação de chassis, motor, etiqueta ótica e numeração dos vidros. As chaves codificadas também eram adulteradas. A ação ocorria na própria casa do acusado ou em uma oficina mecânica localizada em município do interior de Minas, cujo nome não foi divulgado. Os carros clonados eram emplacados em nome do mecânico ou de terceiros, para depois serem oferecidos como seminovos, a preços de mercado.

“O comprador não desconfiava, pois o carro era entregue com documentação em dia, chave reserva e manuais impecáveis”, contou Lanna. Ao descrever à polícia o funcionamento da fraude, o acusado foi lacônico. “É uma técnica que desenvolvi”, limitou-se a dizer.

Devolução

Pesquisa na base de dados do Detran permitiu à polícia identificar 16 carros que já estiveram registrados em nome do mecânico nos últimos seis meses. Os principais modelos são Strada, Gol, Celta e Palio. Os veículos foram recolhidos com os compradores e estão à disposição da Justiça. “Vamos pedir a restituição dos veículos aos donos e a regularização da situação”, disse o delegado responsável pela investigação.

Considerada a melhor falsificação de chassis já verificada no cotidiano policial, a metodologia de trabalho do mecânico foi descoberta, também, com a ajuda de exames periciais metalográficos (que estudam as propriedades e estrutura dos metais). Com o suspeito, foram apreendidas chaves de veículos, ferramentas, tintas, pinos para remarcação de números de motor e chassi. Se condenado, o mecânico pode cumprir pena de três a seis anos, além do pagamento de multa.

Veja como funciona o golpe

• O golpista comprava carros batidos em depósitos de ferro-velho da capital

• Com a carcaça, ele encomendava o furto de um veículo com as mesmas características (modelo e ano de fabricação)

• Na oficina, transferia os itens de identificação do carro batido (como numeração de chassis, motor, numeração dos vidros, chave codificada, placa e lacre de placa) para o carro roubado

• O veículo clonado era oferecido como seminovo em feiras de automóveis na Grande BH ou em anúncios, a preços de mercado

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