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29/04/2008 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Federal prende 61 na Operação Termes


CUIABÁ - Pelo menos 12 madeireiros foram pesos na Operação Termes, da Polícia Federal, que acabou com um esquema de crimes ambientais em Mato Grosso. No total, a PF prendeu 61 uma pessoas, sendo 29 servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), da Delegacia Estadual de Meio Ambiente (Dema-MT) e 10 pessoas da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Todos devem prestar depoimento e permanecer presos por cinco dias.

Três dos 12 madeireiros já teriam sido presos na Operação Curupira, que desarticulou uma quadrilha suspeita de crimes ambientais em 2005. Naquela ação, eles foram acusados de pertencer uma quadrilha que extraía madeira ilegalmente mediante corrupção de servidores públicos do Ibama e da extinta Fundação Estadual de Meio Ambiente (Fema).

A Operação Termes foi realizada para desarticular um esquema de crime ambiental em Mato Grosso. As prisões aconteceram em Cuiabá e outras 13 cidades do estado. As pessoas detidas são suspeitas de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e crime de exploração de prestígio.

O delegado Carlos Eduardo Fistarol, da Polícia Federal, disse que as investigações referentes ao esquema começaram há 12 meses, após denúncias. O modo de agir da quadrilha se concentrava mais no transporte ilegal dos produtos ambientais. Segundo a polícia, uma advogada que era casada com um ex-PRF era encarregada de contatar policiais rodoviários federais, civis e militares. A intenção era garantir o livre tráfego dos caminhões com cargas de madeira ou até mesmo liberar veículos apreendidos. Para isso, havia o pagamento de propina.

Interceptações telefônicas realizadas com autorização judicial destacaram a atuação de servidores dos órgãos ambientais estaduais, como Indea e Sema, com o objetivo de facilitar o desmatamento e o transporte ilegal de madeira em Mato Grosso.

De acordo com o Ministério Público Federal, a prisão seria necessária para concluir as investigações. O juiz federal Julier Sebastião da Silva acatou os argumentos e determinou a prisão dos suspeitos. O juiz fundamentou, na decisão, que as escutas telefônicas evidenciam que os suspeitos "compõem a estrutura da organização criminosa estabelecida principalmente para a prática de delitos ambientais e contra a Administração Pública".

Julier ressaltou que mesmo após a Operação Curupira, que resultou em inúmeras ações judiciais criminais contra servidores públicos de órgãos ambientais, madeireiros e empresários, e diante da represália à prática de crimes ambientais como a Operação Arco de Fogo, as organizações criminosas cooptavam novas frentes "principalmente junto ao órgão responsável pela garantia da ordem pública - a polícia".

A Polícia Federal afirma que havia três núcleos criminosos distintos agindo desta vez.

- Eram três esquemas diferentes e que não se comunicavam entre si - explicou o delegado Carlos Eduardo Fistarol.

O primeiro núcleo seria liderado pela advogada e pelo ex-PRF. O segundo seria comandado por dois policiais rodoviários federais e o terceiro integrado pelos servidores dos órgãos ambientais Sema e Indea.

O primeiro grupo teria a participação de 17 pessoas, reveladas em quase 80 folhas da denúncia. A líder do esquema juntamente com um ex-PRF manteria uma ampla rede de contatos com outros policiais rodoviários, policiais civis da Delegacia Estadual de Meio Ambiente (Dema), um funcionário da Sema, outros dois do Indea, além de dois policiais militares, sendo um lotado na Companhia de Polícia Ambiental de Cáceres. Esses contatos forneceriam informações privilegiadas sobre caminhões de madeira apreendidos, servindo de intermediários da atuação e liberando as cargas mediante recebimento de propina. Essas propinas seriam pagas pela advogada e pelo ex-PRF.

No segundo núcleo agiriam dois policiais rodoviários federais. Outros policiais rodoviários e policiais civis, além de terceiros também se beneficiariam do esquema. As denúncias apontam que os policiais faziam a abordagem de caminhões que estariam com mandados de busca e apreensão decretados. No entanto, os policiais abordariam os veículos para negociarem propina.

O terceiro grupo seria composto essencialmente por funcionários do Indea e da Sema. Para facilitar o transporte irregular de madeira para fora do estado, e o próprio desmatamento ilegal, servidores dos órgãos ambientais estaduais eram corrompidos, seja para adulterar a classificação da madeira (pelo Indea), expedindo Certificados de Identificação de Madeira aptas a acobertarem a exploração de madeiras proibidas; seja facilitando e concedendo planos de exploração de florestas e licenças indevidas (pela Sema).

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