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29/04/2008 - Campo Grande News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presos pagavam até R$ 1 mil para agente “mentir”

Por: Nadyenka Castro


Uma agenda apreendida na residência de um preso revela que detentos do semi-aberto pagavam até R$ 1 mil a agentes penitenciários “mentirem” sobre evasões na Colônia Penal Agrícola de Campo Grande. Cabia a Livrado da Silva Braga, Luiz Carlos dos Santos (ex-diretores), Gilmar Figueiredo, Ricardo Baís e Miguel Coelho, falsificar documentos onde havia informações sobre evasões.

A agenda funcionava como um livro-caixa. Há anotações sobre os dias faltados e os respectivos presos, bem como o valor pago aos servidores da administração penitenciária. Não havia valor fixo, quanto maior o tempo que o preso ficava fora da unidade penal, maior era a quantia cobrada por dia.

O pagamento era feito para que o nome não constasse na lista de faltosos encaminhada à PM (Polícia Militar). O detento poderia aparecer como foragido na primeira relação, mas depois a administração da unidade encaminhava outra retificando a anterior, onde os evadidos que pagavam, apareciam como presentes.

O dinheiro era repartido entre o preso responsável pela agenda e os agentes. Era obtido através de furtos e roubos. Para poder ficar na rua sem ser considerado foragido, o detento cometia crimes para arrecadar dinheiro para corromper os agentes. Isso pode ser uma explicação para o alto número de crimes envolvendo internos da Colônia Penal.

O dinheiro da propina era depositada na conta da filha do preso “dono” da agenda, Ariadne Walesca Pantoja, para depois ser distribuído. Ariadne também foi presa na sexta-feira, mas foi solta no sábado. O sigilo bancário dela já foi quebrado e ela foi indiciada por corrupção passiva.

Ao todo, 13 pessoas estão sendo indiciadas por participação no esquema, entre presos e servidores públicos. Outras 29, todos detentos, tiveram regressão de regime, ou seja, voltaram do regime semi-aberto para o fechado.

Além da agenda, divergências em relações encaminhadas ao Fórum e às polícias e escutas telefônicas acusam os agentes penitenciários de receberam propina dos internos para falsificarem documentos.

Nas escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça, presos e agentes conversam sobre pagamentos e valores. Não falam em códigos e sem ameaças.

Os cinco servidores foram indiciados pelos crimes de corrupção – ativa e passiva -, falsificação de documentos e uso de documentos falsos. A Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Roubos e Furtos), responsável pelo caso, pediu ontem à Justiça a transformação em preventiva das prisões temporárias de: Luiz Carlos dos Santos (ex-diretores), Gilmar Figueiredo, Ricardo Baís e Miguel Coelho. Livrado Braga já está com a preventiva decretada.

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