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28/04/2008 - Gazeta de Ribeirão Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Tecnologia contra fraude

Por: Guilherme Tavares


As três empresas de transporte coletivo urbano de Ribeirão Preto vão investir cerca de R$ 2 milhões até o final do ano para mudar o sistema de bilhetagem e coibir abusos e fraudes. As negociações dos softwares que serão instalados pelas empresas estão quase concluídas. Os programas devem estar em funcionamento até o final deste ano.

Uma das fraudes que o novo sistema pretende coibir é a utilização dos cartões de embarque por atravessadores —pessoas que compram cartões por preços inferiores e vendem para usuários nos pontos de ônibus ao preço próximo do valor da passagem.

No Sistema Integração, o passageiro utiliza o cartão para utilizar duas linhas e paga R$ 2,30 pelas viagens. Uma única viagem custa R$ 2,10. A prática irregular consiste em utilizar os cartões de embarque em duas linhas diferentes em pontos próximos.

Os atravessadores primeiro vendem o embarque para um usuário, que passa o cartão pela catraca e o devolve pela janela do veículo. Nesse momento, o sistema de bilhetagem contabiliza R$ 2,10, como o valor de uma primeira viagem.

Em seguida, o atravessador vai até uma segunda linha e vende o mesmo cartão a outro usuário pelo preço normal da passagem, quando na verdade o sistema contabiliza um gasto de R$ 0,20, já que reconhece o cartão e cobra apenas a diferença relativa à uma suposta segunda viagem. As empresas não sabem informar quanto perdem com o golpe.

O novo sistema vai proibir as fraudes no quadrilátero compreendido entre as ruas Saldanha Marinho e Cerqueira César e entre as ruas Américo Brasiliense e Mariana Junqueira —nesse espaço os usuários terão que caminhar até o próximo ponto para pegar outra linha. As três empresas faturam juntas, em média, R$ 6 milhões por mês, com uma frota de 305 veículos.

GPS

Segundo o diretor da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Ribeirão Preto (Transurb), Carlos Roberto Cherulli, o novo sistema vai proibir automaticamente, via GPS, a utilização do Sistema Integração assim que os ônibus entrarem no quadrilátero central.

“Os usuários que utilizam corretamente o sistema não terão problemas, já que vão entrar em um carro e pegar o ônibus em outra área, fora do quadrilátero. Quem entrar na área vindo de outra região não terá problemas, já que o sistema vai bloquear o acesso a outra linha. Assim, fica inviável para um atravessador correr para fora do quadrilátero para vender os créditos para outra pessoa.”

O diretor-superintendente da Empresa de Trânsito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Transerp), Antônio Carlos Muniz, disse que é comum a venda dos cartões de vale-transporte para terceiros. “Muitos funcionários de empresas recebem o benefício e vendem os cartões porque já possuem meio de transporte próprio. Assim, conseguem um pequeno lucro com a prática”, afirmou Muniz.

Atrevessador não vê problema

A prática de comercializar o acesso ao transporte coletivo urbano em Ribeirão Preto tornou-se comum na cidade e os atravessadores permanecem durante todo o dia próximos aos pontos de ônibus. A reportagem da Gazeta esteve na tarde de ontem no ponto da Rua Florêncio de Abreu, em frente à Catedral, no Centro da cidade, onde o movimento é constante durante todo o dia. Mesmo fora de horário de pico, pelo menos dois homens praticavam a ação ilícita.

Um dos homens, que não quis se identificar, afirmou que a prática é comum e que os cartões são comprados de funcionários que recebem o vale-transporte e vendem o benefício, já que possuem meio de transporte próprio. “Não dá problema não, pode passar na catraca e é só me entregar pela janela. Ribeirão inteira faz isso”, afirmou. O atravessador possuía pelo menos 30 cartões de transporte coletivo, os quais utiliza para oferecer o serviço aos usuários que esperam a chegada dos carros no ponto. “No final da tarde tem um monte de gente que pega meus cartões para entrar no ônibus”, afirmou o atravessador. (GT)

Passe para curso a distância

Estudantes de Ribeirão Preto matriculados em cursos de graduação a distância terão direito a passes de ônibus. Uma portaria da Empresa de Trânsito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Transerp) publicada ontem no Diário Oficial do município autoriza a concessão do benefício, antes válido apenas para alunos de cursos presenciais. “O decreto de 2004 não considerava essa possibilidade”, afirmou o diretor-superintendente da Transerp, Antonio Carlos Muniz.

Na época, não existiam cursos a distância na cidade. De acordo com Muniz, muitas faculdades exigem a presença de estudantes de uma a duas vezes por semana. Por isso, o número de passes concedido será menor. “Isso será feito com base na freqüência, que a escola vai definir”, disse. A solicitação deve ser feita no Posto de Atendimento da Transerp, localizado na Rua São Sebastião, 909. (MM)

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