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27/04/2008 - 24 Horas News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

"Máfia da Cobraça" não morreu e as arbitrariedades continuam

Por: José Ribamar Trindade


A “Máfia da Cobrança” não morreu. Muito pelo contrário, os agiotas, as falsas fectorings continuam emprestando dinheiro, cobrando jurus exorbitantes e usando jagunços disfarçados de cobradores para fazer cobranças abusivas. Mas as lojas que vendem no crediário também colocam suas manguinhas de fora e torturam os clientes pelo telefone. A mulher não conseguiu respirar por pelo menos dois minutos, sufocada pelo chora e pelo pânico das ameaças, via telefone. O empresário levou um tapa na cara. Foi taxado de vagabundo e ainda foi ameaçado de morte. Dos mais de dez casos registrados de ameaças de mortes registrados por dia, apenas em Cuiabá, pelo menos dois são contra cobradores violentos.

Ana Júlia, de 28 anos, pagou com um cheque pré-datado para 30 dias o valor de R$ 623,00 uma compra que fez em um supermercado de Cuiabá. Um mês depois o cheque foi devolvido sem fundos.

Aninha conta que nunca pisou em uma fectoring, mas o cheque dela foi parar lá. Um mês depois ela teve que ser hospitalizada por entrar em pânico. Ela sentia medo até de sair na rua depois que dois homens foram até à casa dela para cobrar como se ela fosse uma bandida.

Além das humilhações com os vizinhos, Aninha ainda foi ameaçada de morte. Ela conta que chegou até a pensar em fugir ou se suicidadr, mas segundo ela, Deus chegou na hora, como sempre.

“O pior é que eu entrei em parafuso. Primeiro pelas cobranças, segundo porque eu não conseguia levantar dinheiro em lugar algum, até porque até o banco também, achando que eu fosse uma bandida cancelou os meus créditos. Mas graças a Deus eu fui socorrida por uma amiga que sabia da minha situação e me emprestou até mais do valor que eu estava precisando. Hoje o bando me oferece dinheiro, crédito e cartão, mas eu nunca mais quero mexer com banco”, desabafou Aninha.

Uma empresária que mora em Várzea Grande que pediu para não ser identificada nem pelo primeiro nome, contou que foi ameaçada de morte por causa de uma dívida de R$ 3 mil. “O gerente da fectoring me ligava, pelo menos 12 vezes por dia. Enquanto ele me ligava, dois homens em um carro não saia da porta da minha casa. Por telefone ele me cobrava como se eu tivesse devendo para a ele, mas na realidade eu devia era para uma financeira. Passei por momentos terríveis. O gerente e os cobradores faziam mesmo era terror”, contou a empresária.

Até um médico também sofreu tortura psicológica, humilhações e ainda foi ameaçada de morte. Ele dia que teve que sair de Cuiabá por alguns dias com a família, tudo porque fez uma coisa que nunca havia ter feito: pagar uma conta de R$ 20 mil com um cheque.

“Meu filho bateu o carro. No acidente ele ficou grave, mas escapou. Só que, das outras três pessoas que estavam com ele, uma morreu e duas ficaram 18 dias no hospital e eu tive que bancar por causa do meu filho. Nesse intervalo meu cheque, que já estava com uma factoring de fachada, pois na realidade é uma agência de agiotagem, voltou sem fundo. Eu pedi um prazo, mas como demorei para pagar, quase fui morto. As autoridades, de preferência a Polícia Federal poderia realizar uma investigaçõa séria sobre esse tipo de agiotagem disfarçada de fectoring”, alertou o médico.

CLIENTE CALOTEIRA

As cobranças arbitrárias não são realizadas apenas por agiotas disfarçados de fectoring. As grandes lojas de Cuiabá também realizam cobranças com tortura, humilhação e muito deboche. Um cliente de uma logo que vende móveis e eletrodomésticos conta que um determinado dia um homem ligou, pelo menos 60 vezes entre às 8 horas às 18 horas.

“Eu contei que o homem da loja me ligou, de dez em dez minutos durante dez horas. Eu trabalho de pedreiro, e neste dia eu não consegui sentar um tijolo sem atender um telefonema. Ele ligava e eu atendia. Isso também enchia o saco dele, porque todas as vezes eu dava a mesma resposta”, disse o pedreiro.

“E ai seo Antonio Carlos, o meu cobrador pode passar ai agora? O senhor sabe que a sua prestação já venceu e já vai para o segundo mês. O senhor sabe que quem não paga uma, não paga duas. E ai seo Antonio Carlos, o meu cobrador pode passar ai agora?

As perguntas, segundo o senhor Antonio Carlos, ele argumenta que parecia uma gravação, mas não era. “Eu também falava sempre a mesma coisa. Meu amigo, eu não te devo nada. Eu devo para a loja e só vou pagar quando eu puder. Uma das vezes ele me chamou de vagabundo, que eu era um caloteiro, ai eu desliguei o telefone na cara dele”, concluiu.

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