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02/08/2006 - DCI Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bancos vão ampliar serviços oferecidos através do celular

Por: Renato Carvalho


Após um período de aperfeiçoamento tecnológico, os bancos começam a ampliar os produtos e serviços disponibilizados pelo mobile banking, ou banco pelo celular. O próximo passo a ser dado é a possibilidade de fazer transações financeiras através do telefone móvel. “Temos planos para começar a oferecer este serviço no curto prazo”, conta o vice-presidente executivo do Bradesco, Laércio Albino Cezar. O Banco do Brasil também anunciou que vai oferecer novas opções para os clientes que acessam sua conta pelo celular.

O Bradesco está testando uma nova alternativa de autenticação pelo celular de operações feitas nos terminais de auto-atendimento. “Estamos fazendo um programa piloto com 100 pessoas. Após efetivar esta operação, vamos começar a testar a opção para que o cliente faça transferências e pagamentos através do celular”, diz Cezar. Atualmente, é possível fazer consultas a saldos e extratos, além de simulações de seguros, e acesso a informações do mercado financeiro. Hoje, o Bradesco registra cerca de 100 mil transações por mês feitas pelo celular. “Por enquanto, nossa prioridade é melhorar a qualidade dos serviços, oferecer mais opções. Após tudo isso, vamos buscar um crescimento no número de operações”, afirma Cezar. O Bradesco já fechou contrato com Tim, Claro e Oi para disponibilizar estes novos serviços.

No Banco do Brasil, são 250 mil celulares já cadastrados, com 1,4 milhão de transações feitas por mês. O banco já oferece transações financeiras pelo telefone móvel, como transferência entre contas dentro do banco, para contas de outros bancos (DOC e TED), além de contratação de empréstimos e recarga de celular pré-pago. Mas o banco quer ir mais longe. “Temos um projeto para permitir que o cliente utilize o celular no lugar do cartão de débito ou de crédito”, conta o gerente de mobile banking do BB, Raul Moreira, que afirma que o projeto será lançado ainda este ano.

Moreira diz que o BB está bem adiantado em relação às possibilidades de alcance dos seus serviços entre os clientes, inclusive os de baixa renda. “Temos condições de atingir qualquer tipo de tecnologia e de aparelho. Tanto que, dos telefones cadastrados em nossa base, 26% são pré-pagos”. O banco tem como meta habilitar 3 milhões de celulares até o final deste ano. O público potencial é de 6 milhões de clientes, que hoje acessam as contas pela internet.

Custos baixos

A empresa de tecnologia Cilix é uma das que oferecem as plataformas necessárias aos bancos para oferecer este tipo de serviço aos seus clientes. Para o gerente de mobile banking da companhia, Alex Kirino, o futuro é promissor. “Temos muito ainda a avançar com esta tecnologia no Brasil. Na África, isso já é bem disseminado, e se tornou uma boa alternativa de canais alternativos para clientes de baixa renda”.

Ele afirma que os custos desta tecnologia para o banco é baixo. “Para um grande banco, a relação entre custo e benefício vale a pena, até porque as operações feitas pelo celular custam menos para o banco do que as operações feitas pelos terminais de auto-atendimento”, afirma Kirino. Com a possibilidade de utilizar o celular como meio de pagamento, as empresas de cartões poderiam não gostar da novidade. “Este é um problema superado. As companhias de cartão já entenderam que o celular é mais uma opção de atendimento ao cliente, e que ele não substitui os cartões”, afirma Cezar, do Bradesco.

Já para Moreira, do Banco do Brasil, as empresas de cartão podem até ser beneficiadas por esta nova opção. “O celular vai substituir o plástico, mas não a operação com cartão. Isto vai continuar, só que de uma outra forma. Além disso, nas regiões em que ainda não há uma penetração dos cartões, o celular pode surgir como uma solução, já que as operações poderão ser feitas à distância”.

Quanto à segurança, ambos os bancos afirmam que estão preparados para oferecer mais serviços sem grandes problemas. “Estamos fazendo um trabalho bem cuidadoso neste sentido. Por isso fazemos testes, aperfeiçoamos o sistema, para que o produto chegue aos clientes em perfeitas condições, sem que tenhamos que interromper o funcionamento para ajustes”, conta o vice-presidente do Bradesco. Já o gerente do BB conta que, desde que o banco lançou a opção aos seus clientes, no início deste ano, não houve registro de casos de fraude pelo celular. “É difícil que um vírus consiga acessar um celular, principalmente os mais simples. Mesmo assim, segurança é uma obsessão nossa, e estamos fazendo de tudo para evitar problemas futuros”.

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