Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

20/04/2008 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Banco Privado Português desmascarou "investidor"

Por: A. Soares, H. Silva, J.M. Gaspar e N.M. Maia


Um contacto do presidente do Boavista, Joaquim Teixeira, com um responsável do Banco Privado Português (BPP), a quem foi enviado um faxe de uma ordem de transferência bancária apresentada por Sérgio Silva, foi fundamental para a descoberta da presumível fraude que levou a Polícia Judiciária (PJ) a intervir no caso. Após horas de interrogatório, a PJ acabou por deter o misterioso investidor, que ontem foi levado à presença de juiz. Indiciado por falsificação de documento e tentativa de burla qualificada, ficou proibido de se ausentar o país e obrigado a apresentações quinzenais às autoridades.

Numa reunião, à hora do almoço, no Boavista, Sérgio Silva foi pressionado para apresentar os documentos que titulavam o dinheiro prometido ao clube. O investidor mostrou, então, um documento supostamente emitido pelo BPP (conhecido por se dedicar à gestão de grandes fortunas) que garantiria a transferência de nove milhões de euros para os cofres do Boavista - uma primeira "tranche" das contrapartidas monetárias à cedência de direitos sobre património do clube (ver em baixo números dos contratos). Só que, de acordo com informações recolhidas pelo JN, Joaquim Teixeira conseguiu, por alguns instantes, tomar posse do papel e saiu da reunião.

Remeteu o documento suspeito por faxe para um responsável do BPP, seu conhecido, que, pouco tempo volvido, lhe confirmou a falsidade do documento. Mais: o número de conta nem sequer existia.Foi este facto que desencadeou a denúncia à PJ. Sérgio Silva nunca suspeitou da armadilha que lhe estava a ser montada e foi "entretido" pelos restantes dirigentes do clube durante o tempo que os inspectores demoraram a chegar ao Bessa. Nesse período, recusou passar para as mãos dos boavisteiros os restantes cheques, referentes ao valor total de 38,5 milhões.

Estes cheques, também de bancos estrangeiros, acabariam por ser apreendidos pela PJ. Trata-se de falsificações sofisticadas, de difícil detecção, cuja averiguação terá obrigado ao contacto com as referidas instituições.

Os papéis - que o investidor garantira já ter entregue aos responsáveis do Boavista - estavam numa mala transportada por Sérgio Silva e aberta pelos inspectores.Segundo apurou o JN, as investigações apontam no sentido de que quer Sérgio Silva quer António Seabra (o outro arguido do caso) sejam apenas intermediários de um negócio que teria outros envolvidos, nesta fase ainda ocultos. Deverá ser no sentido de esclarecer até onde chegaria o esquema desmontado que o trabalho da PJ irá agora concentrar-se.No interrogatório no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, o suposto homem de negócios foi representado por uma advogada oficiosa (nomeada pelo Estado) e saiu tranquilamente do tribunal ao fim da tarde de ontem. À sua espera não estava ninguém. Partiu num táxi que ele próprio chamou. Em silêncio.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 244 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal