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19/04/2008 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Documento bancário que salvaria clube era falso

Por: Nuno Miguel Maia


Foi um documento bancário que tudo indica ser falso, apresentado ontem ao Boavista por Sérgio Silva, que serviu de gota de água num caso há muito marcado por várias "nuvens". Tavares Rijo, ex-inspector chefe da Polícia Judiciária (PJ) e vice-presidente do Boavista, ter-se-á apercebido de que algo não batia certo. E o clube decidiu, por isso, apresentar queixa por alegada falsificação de documento e burla tentada, numa situação de flagrante delito. Sérgio Silva e António Seabra (o liquidatário judicial que o apresentou ao Boavista) foram constituídos arguidos.

O Boavista argumenta que Sérgio Silva pretenderia, de forma ainda pouco clara, controlar os direitos relativos à publicidade, imagem e transmissões televisivas do clube, sem chegar a investir os milhões prometidos, e, eventualmente, vendendo-os a terceiros. Com este esquema, Sérgio Silva concretizaria um negócio em que, sem nada gastar, poderia obter um lucro substancial.

Daí que, segundo as suspeitas do Boavista, o documento bancário tivesse apenas sido mostrado, mas nunca entregue a qualquer dirigente do clube, por Sérgio Silva não o ter permitido. Até ontem, o alegado investidor tinha recusado sempre a apresentação de cheques ou outros documentos.

Quando se aperceberam de que a garantia bancária poderia ser falsa, os dirigente do Boavista chamaram então a Polícia Judiciária para averiguar que documentos Sérgio Silva transportava e escondia numa pasta. Além disso, os responsáveis do Bessa tiraram ontem a Sérgio Silva o único original do contrato que detinha.

O alegado investidor foi então convidado a deslocar-se às instalações da PJ do Porto, onde começou a ser ouvido depois de almoço. Ao que o JN consegui apurar, Joaquim Teixeira, presidente do Boavista, também prestou depoimento na PJ, como denunciante do caso.

Intermediário ouvido

Foi António Seabra, o liquidatário judicial e economista que a PJ também ouviu durante o dia de ontem (saiu pelas 21.30 horas das instalações da PJ, acompanhado do seu advogado, Luís Manuel Silva) quem apresentou Sérgio Silva aos dirigentes máximos do Boavista.

Na primeira forma do contrato entre empresário e clube, se o negócio tivesse ido por diante, António Seabra seria o representante de Sérgio Silva junto da Administração do clube do Bessa.

De resto, numa primeira minuta, António Seabra aparecia já como representante de uma empresa espanhola com a qual uma outra sociedade de direito inglês, denominada "Tasket" e de que Sérgio Silva seria o alegado procurador, se juntaria para financiar o Boavista.

Busca em casa

Ao final da tarde, a PJ deslocou-se à casa de Sérgio Silva, acompanhado pelo próprio, onde procedeu a uma busca para encontrar documento que ajudem a perceber os contornos deste caso.

Ao certo, a Polícia Judiciária tenta apurar se o dinheiro existe e, a existir, se a sua origem é lícita. Para isso, os inspectores quiseram ter acesso aos documentos aludidos várias vezes em público pelo alegado empresário, mas nunca apresentados.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, os investigadores também estranharam a forma como responsáveis do Boavista não perceberam que algo de estranho envolveria as propostas de Sérgio Silva. Desde logo, porque o dinheiro nunca foi realmente posto à disposição do clube axadrezado.

À hora do fecho desta edição, continuava o interrogatório ao alegado investidor e ainda não havia certeza sobre se Sérgio Silva iria ficar detido para posterior apresentação a juiz.

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