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17/04/2008 - PC World Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estudo revela que e-consumidores lesados culpam buscadores de preço

Por: Daniela Moreira


Vítimas de fraudes na internet acreditam ter sido induzidas à compra por avaliações positivas em ferramentas de comparação de preços online, como Buscapé e Bondfaro, diz um levantamento do portal de reclamações online Reclame Aqui.

A pesquisa revela que, em 2007, 62% das pessoas que postaram reclamações contra falsas empresas na web - que venderam produtos e não entregaram -, relataram que foram “induzidas a comprar as mercadorias” devido a uma possível indicação de sites comparadores.

Atraídos por diferenças de preços significativas encontradas nestes buscadores, os usuários que reclamaram ao site compraram em lojas fraudulentas – como Eletrosampa, Digital Play, RBV Informática, Lojas 24h net, Uniqueshop, Nikishop, entre outras –, que não entregaram os produtos.

Em seus termos de serviços, as empresas de comparação de preços enfatizam que não se responsabilizam pelos anúncios localizados pela ferramenta.

“O usuário deve checar a veracidade das informações obtidas pelo meio eletrônico do Buscapé e tomar todas as medidas necessárias para se proteger de danos, inclusive fraudes ou estelionato online”, diz o primeiro item do termo de serviço da ferramenta.

A causa da polêmica entre os usuários, no entanto, não é o fato de terem encontrado os produtos por meio dos buscadores, mas sim um suposto “aval” que teriam recebido destes.

O Buscapé, por exemplo, trabalha com dois critérios de avaliação das lojas. A empresa oferece um selo próprio de “Empresa Reconhecida”. Segundo uma explicação em seu site, para receber o selo a empresa é “avaliada em uma grande variedade de critérios, que vão desde funcionalidades para o pedido, serviço e atendimento, além da satisfação de seus clientes e os serviços de pós-venda”.

O site também exibe junto aos resultados de buscas a classificação oferecida pela e-bit - consultoria especializada em comércio eletrônico, que também pertence ao grupo Buscapé - para as lojas virtuais.

O sistema é baseado em classificações conferidas pelos próprios internautas que compraram nas lojas em questão. Os estabelecimentos recebem medalhas de bronze, prata, ouro ou diamante.

Para iniciar a avaliação, a consultoria verifica alguns dados das lojas, como o CNPJ, registro junto à Receita Federal há mais de um ano, além de dados cadastrais como telefone, endereço, etc.

Segundo Pedro Guasti, diretor geral da e-bit, as classificações são constantemente revistas, por meio de mais de 100 mil de questionários mensais respondidos por usuários, que avaliam as lojas logo após finalizar as compras e, posteriormente, avaliam os seus serviços de pós-venda. “São as próprias lojas que constroem suas reputações”, explica ele.

No entanto, há casos em que o sistema falha. Uma das empresas que lideram as reclamações de usuários, a loja Eletrosampa, chegou a receber medalha de bronze da e-bit, reconhece Guasti.

“Algumas empresas, como essa, estabelecem uma operação legítima, entregam os produtos durante um tempo, constroem uma boa reputação e depois somem. Infelizmente não há como prever esse tipo de coisa, que também acontece no mundo físico. Mas são casos muito pontuais”, destaca o executivo.

Ele ressalta, contudo, que a e-bit informa no rodapé de seu site que “não se responsabiliza pela idoneidade das lojas avaliadas”. A loja também possui uma lista de Lojas Irregulares, que podem ser consultadas pelo internauta. A Eletrosampa consta da lista.

O BuscaPé também publica em seu site uma lista de lojas não recomendadas no seguinte endereço.

A recomendação da consultoria para evitar fraudes é que, independente da avaliação da loja nas ferramentas de busca, os usuários façam uma checagem criteriosa antes de comprar em um estabelecimento virtual desconhecido.

Os cuidados incluem confirmar o CNPJ da empresa vendedora acessando o site da Receita Federal, checar pessoalmente o endereço físico do estabelecimento e consultar ambientes colaborativos onde outros usuários possam dar o aval à loja, como o próprio Reclame Aqui, ou as redes sociais, como o Orkut.

Outra dica é optar pelo cartão de crédito na hora da compra, pois ele dá a opção de não reconhecimento do pagamento caso o usuário não receba o produto, destaca Guasti.

O Reclame Aqui estima que em 2008 os internautas brasileiros terão um prejuízo de 500 milhões de reais com fraudes no e-commerce.

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