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16/04/2008 - A Tarde Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ex-policial é acusado de golpe

Por: Cristina Santos Pita


Documentos em nome de pessoas que já morreram ou não existem e endereços inventados foram os artifícios usados por dois golpistas presos em flagrante na noite desta terça-feira, 15, em Santo Antônio de Jesus (a 185 km de Salvador). Eles foram detidos quando retiravam um carro zero quilômetro de uma concessionária da cidade e autuados por uso de documento falso e estelionato.

Investigados há 15 dias pelo Setor de Inteligência do 14º Batalhão da Polícia Militar (14º BPM), o escrivão exonerado da Polícia Civil do Estado de Tocantins, Jairo Gomes dos Santos, 39 anos, e o comparsa Daniel Santos Gasser, 25, compraram 15 veículos financiados ilegalmente. Eles estão detidos na Delegacia de Santo Antônio de Jesus. O golpe era aplicado pela dupla em Salvador e em vários municípios, como Valença, Camaçari, e também na Ilha de Itaparica, desde 2007.

De acordo com informações do comandante do 14º BPM, coronel Oriosvaldo Inocêncio Pereira, a nova tentativa de golpe foi anunciada por meio de uma denúncia anônima. “O facilitador dos financiamentos era o Jairo, que indicava os compradores nas concessionárias. O Daniel Gasser era um comprador e usava o CPF de Alexandre Pinto Ferreira, falecido há cinco anos”, explicou o coronel.

O comandante detalhou: “Jairo Gomes era uma espécie de intermediário, que ia na frente e agilizava todo processo de financiamento do veículo na concessionária. Na segunda visita, ele levava um falso comprador”. Com o golpe dos documentos falsos, a dupla conseguiu financiar 15 carros cujos valores variam entre R$ 25 mil e R$ 58 mil.

A estimativa é de que o golpe gerou prejuízos superiores a R$ 300 mil. Pereira explicou que os carros eram revendidos pela dupla por preços bem inferiores aos da compra. “Eles revendiam esses carros por R$ 5 mil a R$ 10 mil. A Polícia Civil agora vai investigar como eles conseguiam os documentos falsos e para quem eles revendiam os veículos, provavelmente para receptadores”.

Os golpistas pagavam, com uso de boleto, as três primeiras prestações do financiamento, mas depois desapareciam. As compras eram efetuadas com financiamento dos bancos Finasa e Unibanco, que tentavam efetuar a cobrança dos débitos, mas não encontravam o comprador, já que os endereços fornecidos eram falsos.

Com a dupla foi apreendida grande quantidade de folhas avulsas de cheques em nome de terceiros, três aparelhos celulares e vários contratos de compra de veículos em concessionárias de outros Estados.

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