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14/07/2006 - Jornal do Commercio (RS) Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fenaseg quer empresas mais ativas contra fraudes


A fraude é uma questão que, hoje, atormenta o mercado de seguros e combatê-la é uma das prioridades nas ações da Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg). Mas há pela frente duas grandes dificuldades a vencer, para que surjam resultados mais expressivos. Uma delas, é a falta de colaboração das próprias Seguradoras. A outra é cultural, porque há grande tolerância e propensão à fraude enraizada no segurado. As duas barreiras existem, segundo avaliou, ontem, o diretor de Proteção ao Seguro da Fenaseg, Neival Rodrigues Freitas.

Na opinião dele, as Seguradoras podem ter uma participação mais efetiva nesse processo. E citou a razão, ao lembrar que há dois anos, quando foi feita a primeira coleta de dados para medir o peso da fraude no setor, foram convidadas a participar as empresas que geram 90% do faturamento do mercado. Mas apenas parte delas, equivalente a 65% da receita global, respondeu à pesquisa. "E assim mesmo, somente 39% das respostas foram aproveitadas ou tida como válidas.

Ele revelou que novo estudo será realizado em breve e a intenção agora é convidar 92% do mercado. "Esperamos que, pelo menos, 80% participem com respostas válidas", enfatizou Neival Freitas. A preocupação não é à-toa. Afinal, os prejuízos provocado por atos dolosos foram de R$ 2,3 bilhões a R$ 3,4 bilhões só no ano passado. As contas expressam os percentuais publicados no plano setorial da Fenaseg, concluído em 2004. Segundo o documento, de 10% a 15% dos sinistros pagos pelas Seguradoras embutem algum tipo de fraude. Os seguros de vida, automóvel e saúde são os mais vulneráveis às ações dos fraudadores. Embora ele tenha preferido não precisar os números, disse acreditar que não deve ter ocorrido uma mudança muito significativa nesse quadro nos últimos anos.

Campanha vai esclarecer custo das fraudes

Neival Freitas comentou que a fraude é um problema que atinge o mercado de seguros em todo o mundo, mas no Brasil há o "obstáculo cultural". O diretor da Fenaseg sustentou sua observação citando a pesquisa realizada há dois anos pela entidade, que apontou a existência de uma "grande tolerância e propensão à fraude" e que muitas ações sequer são consideradas fraudulentas. Este cenário, na opinião dele, também não mudou muito e adiantou que nesse campo nova pesquisa será feita. "Mas creio que o resultado não será muito diferente", previu.

A Fenaseg vai realizar ainda ampla campanha institucional, de âmbito nacional, de esclarecimento à população. O fato é que a fraude tem custo, encarece o preço dos produtos, que, na ponta final, é pago pelo consumidor. Antes, contudo, a entidade pretende ampliar o Disque-Fraude em seguros, programa já instalado em praticamente toda a Região Sudeste e que, em breve, será levado a outras capitais. "Pretendemos adotar um único número, o 181, para as denúncias em todo o País", explicou Neival Freitas.

Além disso, a Fenaseg vem promovendo uma série de ações, como palestras em diferentes regiões, para tratar do assunto. A entidade também fez uma parceira com a Fundação Escola Nacional de seguros (Funenseg) para ministrar ensino de capacitação de técnicos que trabalham na área de sindicância de sinistros. O curso já formou as duas primeiras turmas, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Para Neival Freitas, a necessidade de treinamento e especialização é um gargalo a ser corrigido, porque dificulta inclusive o crescimento do mercado, que reúne condições de duplicar a sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos próximos cinco anos, de 3% para 6%.

Ele entende que o campo mais carente, entre outros, que precisa capacitar pessoal urgentemente, é justamente o de sindicância. "As Seguradoras estão perdendo ações na Justiça porque as provas anexadas ao processo, com base na sindicância feitas pelos técnicos da área, não são aceitas por erros na apresentação. Daí, a importância do treinamento", justificou Neival Freitas.

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