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11/04/2008 - Correio da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Burla de dois milhões no crédito

Por: Secundino Cunha


A Polícia Judiciária de Aveiro desmantelou um esquema de obtenção ilícita de créditos à habitação num valor global de dois milhões de euros.

O esquema girava em torno de uma imobiliária ilegal e de cariz familiar, na rua de Costa Cabral, no centro da cidade do Porto, onde trabalhavam três pessoas (um casal e o genro) que obtinham facilmente empréstimos perante a apresentação de documentos falsos.

O proprietário da imobiliária, muito conhecido nos bairros do Porto pela alcunha de ‘Praça’, tinha contactos privilegiados junto de vários agentes e gerentes bancários, que não duvidavam dos pedidos de crédito que fazia.

Para iludir os bancos, o dono da imobiliária contratava indivíduos, quase sempre sem quaisquer rendimentos que – munidos de falsas declarações de IRS, recibos de vencimento fictícios e de outros documentos – levavam as entidades bancárias a conceder "sem dúvidas" os empréstimos.

O pagamento das prestações ficava a cargo do agente imobiliário, que posteriormente arrendava as habitações "usufruindo de largos lucros".

A investigação deste caso decorreu ao longo de mais de dois anos e nas buscas realizadas no âmbito do inquérito a Polícia Judiciária apreendeu muita documentação, um computador, programas usados nas falsificações e um revólver ilegal.

PORMENORES

POR VIA DA DROGA

A Polícia Judiciária de Aveiro desmantelou este caso de burla nos créditos à habitação quase por acaso. Estava a investigar um caso de tráfico de droga quando detectou documentos suspeitos que levaram os inspectores à rua Costa Cabral.

‘AMIGO PRAÇA’

O principal arguido neste caso, o gerente da imobiliária, é muito conhecido nos bairros sociais do Porto. Quando havia necessidade de um crédito e os bancos resistiam o ‘amigo Praça’ era a tábua de salvação. Até se dizia, por brincadeira, "queres crédito, vai ao Praça".

LONGA INVESTIGAÇÃO

Dada a complexidade do processo e o número de pessoas implicadas, a Polícia Judiciária de Aveiro levou dois anos a investigar este caso. Depois de constituídos arguidos, os 31 implicados foram sujeitos à mais leve medida de coacção.

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