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05/04/2008 - Jornal Agora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsificação de Receitas: Juíza explica liberdade provisória de acusados

Por: Patrick Chivanski


A matéria divulgada pelo jornal Agora na última quinta-feira, 3, com o título "Acusados de falsificarem receitas são soltos pelo Poder Judiciário", foi contestada pela juíza Lourdes Helena Pacheco da Silva, titular da 1ª Vara Criminal.
Segundo a juíza Helena, não foram apresentados pela Polícia Federal indícios que apontassem a distribuição de droga, por tanto a tipificação de tráfico de drogas é questionada pelo entendimento da magistrada.
A juíza afirmou que trabalha com os processos de forma objetiva e isenta, ela também disse que estranha muito a declaração do delegado, "ele deveria ter se manifestado da forma devida, respeitando a decisão aplicada", disse.
Com relação às pessoas que foram lesadas com as receitas falsas e procuram a redação do jornal, por temerem por suas vidas e de represálias, a juíza disse que quando uma pessoa for ameaçada ou se sentir ameaçada, ela tem que procurar a Polícia, pois é quem tem o dever de dar proteção à comunidade.
De acordo com a juíza, no fato da liberação dos suspeitos, ela entendeu que se tratava de um caso de menor gravidade em comparação com outras drogas, as quais levam a outros malefícios e trazem abalos à ordem pública, sendo que um outro ponto que pesou na decisão da juíza para a liberação da dupla é que os mesmos não possuíam antecedentes criminais.
"A prisão não é solução, eles acabam saindo de lá piores do que quando entraram, é uma falácia achar que prendendo, as pessoas vão estar mais seguras", falou a juíza.

A matéria

Pouco mais de sete horas foi o tempo que N.T.B.F., de 55 anos, e L.F.D., de 43 anos, acusados de falsificarem receitas para a compra de remédios controlados ficaram preso. A dupla estavam sendo levada para a Penitenciária Estadual do Rio Grande (Perg), quando chegou a ordem da 1ª Vara Criminal que eles fossem soltos em liberdade provisória. O delegado Glauber Diehl informou que muito lhe estranhou que pessoas acusadas de tráfico de drogas, com uma pena prevista de cinco a 15 anos, sendo que a investigação apontou a distribuição da droga para vários usuários, presos em flagrante, sejam colocadas em liberdade poucas horas após as suas prisões.
Funcionários dos estabelecimentos comerciais lesados pelos acusados, temendo por suas vidas, entraram em contato com a redação do jornal para exporem a sua preocupação e indignação com o Poder Judiciário. "Estamos completamente perplexos com essa situação, muitos colegas estão com medo de virem trabalhar, pois temem por sua segurança ou que acabem sendo vítimas de represálias", destacaram.

A prisão

Numa operação realizada pela Polícia Federal na última terça-feira, 1, foram presos em flagrante no momento em que adquiriam remédios de venda controlada com receitas falsificadas, N.T.B.F., de 55 anos, e L.F.D., de 43 anos. O fato chegou até a Polícia Federal após uma farmácia ter recebido vários receituários falsos. Eles foram presos em flagrante após adquirir três caixas do remédio Dualid com receitas falsas. Na residência de um dos acusados foram encontradas várias receitas falsificadas em branco, carimbos médicos falsos e mais duas caixas da mesma droga, as quais haviam sido compradas em outra farmácia. Um dos envolvidos disse a PF que havia comprado uma receita verdadeira em branco de um homem desconhecido e que assim reproduzia as outras.

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