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02/04/2008 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresário que prometia redução na conta de eletricidade é preso por fazer 'gatos' em comércio

Por: Daniella Zanotti


O técnico em eletricidade, Antônio Pereira Costa, de 50 anos, tentou vender gato por lebre, mas acabou preso por estelionato e furto qualificado. O golpe dele consistia em vender o serviço de instalação de capacitores que prometiam reduzir o consumo de energia em redes de loja e empresas mas, cerca de três dias depois, ele retornava ao local sem a presença dos contratantes e fazia a ligação clandestina, o conhecida “gato”.

A queda brusca na conta de energia de algumas empresas chamou a atenção da Escelsa que, desconfiada, acionou a polícia. Quando instalados em alta tensão, os capacitores elétricos chegam a diminuir o consumo de energia em até 10%, mas nas empresas, o serviço era instalado em baixa tensão, o que não justificava o alto percentual economizado.

Em alguns casos, a redução chegava a R$ 70 mil. Mais de 50 empresas, distribuídas nos estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo, assinaram contrato com o fraudador que recebia durante 12 meses o valor relativo a diferença da energia economizada nas contas. O contrato mais antigo assinado aponta que Antônio Pereira agia há mais de seis meses.

Para o chefe da Divisão de Repressão de Crimes Contra o Patrimônio, delegado Danilo Bahiense, as vítimas do crime são os empresários e a concessionária. “Muitos empresários são vítimas desse cidadão. Essas pessoas foram vítimas de estelionato e a Escelsa, de furto . Nós temos casos específicos já comprovados nos autos onde houve uma redução de uma conta de R$ 97 mil para R$ 20 mil”, contou.

Antônio Pereira Costa tem um sócio, Jacob Kossmanhn, mas segundo a polícia, ele é mais uma vítima do acusado. As empresas que firmaram contrato com o acusado serão investigadas e caso não procurem a polícia podem também ser acusadas de furto qualificado.

“Nós orientamos todas as pessoas que foram visitadas por esse cidadão que procurem a Patrimonial para que não venham a ser indiciadas por furto. Pois, com conhecimento, inclusive por meio da imprensa, de que foi feito um gato no seu relógio, elas poderão ser autuadas por furto qualificado”, comunicou Danilo Bahiense.

Os prejuízos provocados pelo “gato” ainda não foram calculados pela Escelsa, mas as empresas terão que pagar toda a diferença. Pelos crimes cometidos, o fraudador pode pegar até 12 anos de prisão e vai responder por estelionato e furto qualificado.

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