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03/07/2006 - Valor Econômico Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

As novas "moedas" estão na mira do BC As novas "moedas" estão na mira do BC

Por: Maria Christina Carvalho e Altamiro Silva Júnior


O Banco Central (BC) está de olho na proliferação dos novos meios de pagamento no Brasil. Depois dos cartões de loja (private label), a fronteira é o celular. O BC não vai remar contra a maré. Mas quer saber quanto movimentam esses meios de pagamento.

"Há mais brasileiro com celular do que com conta em banco. O celular será o instrumento preferencial para os pequenos pagamentos", disse o chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistemas de Pagamentos (Deban) do BC, José Antônio Marciano. De fato, estatísticas de maio informam que existem 92,4 milhões de celulares no país, enquanto o número de clientes com contas bancárias equivale a metade desse total.

Os bancos se deram conta disso. "Até um sorveteiro em um parque tem um celular na mão e pode usá-lo para receber o pagamento", disse Arno Brandes, executivo sênior de novas tecnologias do HSBC, que acaba de desenvolver um sistema para tirar proveito dessa facilidade. Chamado M-Ca$h, o sistema usa o celular para realizar a transferência do pagamento do cliente para o vendedor. Basta o cliente cadastrar o celular em sua conta e criar uma senha. Ao fazer uma compra, o cliente avisa a central, que retorna a ligação e pede a senha para confirmar a transferência do dinheiro para a conta do vendedor. Brandes calcula que o processo demore de 30 a 40 segundos

O executivo afirmou que o M-Ca$h é uma alternativa complementar e não competitiva ao cartão, dinheiro e cheque. "A idéia não é substituir mas sim complementar. Mas, acredito que o sistema pode revolucionar o mercado", disse.

O M-Ca$h está em fase piloto. Em dez dias, recebeu 2 mil adesões e foi usado em 200 compras. Nessa fase, estão cadastradas apenas empresas de varejo pela internet. Mas o universo será ampliado e um primeiro caminho é o de empresas que já usam muito o telefone para operar, como companhias aéreas.

Em outros países, o celular com chip caminha para substituir o cartão de crédito ou débito. Estimativas da Visa mostram que os meios de pagamento sem contato (incluindo o celular) têm potencial para US$ 1,3 trilhão, como "moeda" preferencial para cinemas, postos de gasolina e lojas de conveniência.

A Visa testa o pagamento por proximidades via celular na Malásia, Índia e Japão. Em Atlanta, nos Estados Unidos, o celular já é usado na compra de ingressos para o principal estádio local. A experiência mais avançada é a da Coréia, onde há 3 milhões de celulares que podem ser usados para pagamentos.

No Brasil, falta apenas os bancos manifestarem interesse para que a Visa comece a fazer testes com os celulares, disse ao Valor a vice-presidente de integração de produto e tecnologia da Visa International, Stephanie Ericksen. "A tecnologia já existe", disse.

O meio de pagamento sem contato reduz em 25% o tempo da transação, para cerca de 4 segundos.

A Visa Vale, empresa de cartões de benefícios que tem entre seus controladores a Visa International, tem um projeto que vai permitir ao cliente pagar por celular. Segundo o presidente da empresa, Newton Neiva, o projeto deve ficar pronto no segundo semestre e permitirá ao cliente pedir uma pizza em casa e pagar com o celular.

A Wappa Benefícios, criada em 2005, já permite o uso do celular da rede Vivo para pagamento de refeições na rede conveniada, segundo o Valor Online. A Tim e a Claro devem ser as próximas.

O Banco do Brasil (BB) preferiu transformar o celular em um banco móvel. Pelo aparelho, é possível fazer todas as transações bancárias (transferências, aplicações e consultas de saldos). Um total de 400 mil clientes já usam o celular como banco, fazendo em média 1,3 milhão de transações por mês, informou o Manoel Gimenes Ruy, vice-presidente de tecnologia e logística.

Laércio Albino Cezar, diretor de tecnologia da informação do Bradesco, vê com certa cautela o uso do celular como banco. Ele avalia que é preciso maior aculturamento dos clientes e melhor segurança em relação a fraudes. "Será a terceira geração na relação entre os clientes e bancos, mas ainda vai demorar algum tempo", afirma.

"A tendência é de que todos os serviços bancários convirjam para o celular", concordou Clarice Coppetti, responsável pela área de tecnologia da informação da Caixa Econômica Federal.

Há ainda o grande mundo dos cartões de loja, usados muitas vezes como moeda sem a interferência de nenhum banco. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), os cartões private label somavam 103 milhões em maio, 29% do total de cartões existentes no mercado.

Para o BC, os novos meios eletrônicos de pagamento melhoram a eficiência do sistema financeira, mas precisam ser monitorados. Uma administradora regional de cartões convenceu várias empresas a entregarem cartões de vale-salário aos empregados todo dia 20. Com o cartão, os funcionários podem fazer compras em lojas conveniadas, que aceitam receber o pagamento no dia 10. Como os empregados recebem dia 30 ou dia 5, a empresa ganha o floating do dinheiro por esse prazo - sem ser um banco.

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