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31/03/2008 - Portal Terra / O Dia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Bando aplica golpes em aposentados do INSS no Rio


Quadrilha especializada está fraudando documentos para abrir contas bancárias falsas e tomar empréstimos em nome de aposentados e pensionistas do INSS que moram na Barra da Tijuca, no Rio, e recebem benefícios de alto valor. O caso já foi parar na polícia. Responsável pela investigação, o delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto, da 16ª DP (Barra), procura mulher cuja foto aparece em carteiras de identidade falsas, usadas pelos golpistas.

Beneficiária do INSS, uma advogada que nunca tomou dinheiro emprestado na modalidade do crédito consignado foi vítima da fraude. Teve uma conta falsa aberta e passou a dever um empréstimo de R$ 5 mil. Por pouco, a falsária quase contraiu um segundo empréstimo, no valor de R$ 25 mil. Só não o fez porque dois telefonemas de financeiras, questionando detalhes do pedido de empréstimo, alertaram a segurada, que bloqueou a operação.

A vítima descobriu que a quadrilha havia usado documentos falsos com seus dados para abrir a conta em agência bancária da Barra e, depois, contrair o empréstimo de R$ 5 mil, tudo sem que a verdadeira segurada tomasse conhecimento. A fraudadora teria, inclusive, alterado o endereço dela no cadastro do INSS. Usando contas de gás da CEG falsificadas, forneceu o de uma casa da Avenida Lúcio Costa 4.500 - o mesmo usado para abrir, não só a conta dela, mas de outros beneficiários vítimas do golpe. O endereço existe. A casa ficou por algum tempo vazia, mas foi alugada recentemente.

Ao ir ao banco, a segurada pediu um extrato da movimentação da conta, aberta em 15 de fevereiro, que tinha até título de capitalização.

Rastreando as operações, a gerente identificou outra vítima: segurada do INSS que, em comum à primeira, recebe benefício acima de R$ 2 mil e supostamente moraria no mesmo endereço na Barra. Essa segurada teria tido mais prejuízos porque a conta falsa foi aberta em dezembro. As duas contas foram bloqueadas.

A falsária escapou de flagrante armado com a polícia, porque desconfiou da atitude do banco. Mesmo assim, tentou abrir terceira conta, desta vez em agência do Recreio dos Bandeirantes. O banco, avisado, não aceitou a documentação. A investigação constatou que as fotos usadas para abrir as contas eram da mesma mulher, o que deixou em alerta os bancos dos dois bairros.

Desvio de correspondência na origem do golpe

A investigação policial avalia se os documentos que deram origem às fraudes contra aposentados e pensionistas da Barra da Tijuca partiram do desvio de correspondências, muito comum nos grandes condomínios e prédios de luxo do bairro.

Na delegacia, um aposentado do INSS, que também preferiu não se identificar, apresentou queixa contra os fraudadores. Eles abriram conta corrente falsa e clonaram seus cheques.

A vítima desconfia que uma correspondência enviada pela Receita Federal foi interceptada e violada pelo bando, porque a carta chegou com marcas de grampos que foram, aparentemente, retirados. Esse terceiro aposentado tem conta nos mesmos bancos usados pela quadrilha nos outros golpes.

Consultas ao 135 do INSS para se proteger

Procurado pelo O Dia, o INSS explicou que a falsária conseguiu alterar o endereço da segurada pelo telefone 135 porque apresentou toda a documentação e respondeu às perguntas de segurança. Informou que, agora, a vítima criou novo código (que só ela tem condições de saber) com a central telefônica para a próxima alteração.

Para todos os segurados, uma medida preventiva é verificar, via 135, se seus dados estão corretos - nem sempre é possível ter a sorte de um dos bancos confirmar por telefone um pedido de empréstimo fraudulento.

Uma das vítimas do golpe está tendo dificuldades para cancelar o empréstimo feito pelo bando. Já chegou a ouvir que tomou o empréstimo e agora está alegando que não o fez só para não pagar. Em relação a esse caso, a ouvidoria do INSS informou que recebe esse tipo de queixa e ajuda na solução.

O Sindicato dos Bancários do Rio afirmou que a necessidade de abrir contas para bater as metas exigidas pelos bancos está levando a categoria a cometer erros, como os que resultaram nos golpes na Barra. A falta de funcionários reduz, disse o sindicato, o tempo para analisar a documentação.

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