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27/06/2006 - Jornal de Jundiaí Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Idosos sofrem com aplicação de golpes

Por: Roberta Borges


Uma aposentada de 59 anos, moradora da Agapeama, em Jundiaí, gastou R$ 630 em cartões telefônicos no último sábado, 24. Segundo relatou ao fazer o boletim de ocorrência, um homem, que se apresentou como Rodrigo Viana de Souza, teria ligado, a cobrar, em sua casa e disse que ela havia sido sorteada na "Seleção Premiada do Faustão". Mesmo ela não tendo feito nenhuma ligação para a promoção, o homem afirmou que ela foi premiada por usar um código de uma operadora.

"Rodrigo" solicitou que a aposentada comprasse dezenas de cartões de celulares, cujos números foram passados para ele. O estelionatário chegou a pedir que ela estivesse pronta em um determinado horário, quando um carro a levaria até o Rio de Janeiro, onde participaria do programa.

Cair em golpes por telefone pode parecer antigo, mas ainda hoje há pessoas que acreditam no bom caráter de outras, mesmo que seja um desconhecido. Abusar da ingenuidade, principalmente de idosos, é a tática usada pelos estelionatários. "As pessoas não devem acreditar que algo pode 'cair do céu' e precisam ficar atentas a esses contos", aponta a delegada assistente do 4º Distrito Policial, Lígia Capeletti Basile Bonito. A delegada salienta que os telefones utilizados são, em sua maioria, clonados, o que dificulta a investigação da Polícia.

O promotor de Justiça do Idoso em Jundiaí, Flamínio Silveira Amaral Júnior, avalia que o fato de os idosos acreditarem e confiarem nas pessoas é um dos motivos que os levam a sofrerem com tais crimes. "Os criminosos aproveitam a fragilidade das pessoas da terceira idade, que vivem em outra 'era' e ainda confiam na palavra e na honestidade", analisa.

Segundo Amaral, na cidade, os crimes acontecem, geralmente, na região Central. Além de golpes por telefone, ele assinala que são comuns o "conto do bilhete premiado" e o "golpe do documento". No primeiro, o estelionatário diz ao idoso que ele ganhou um prêmio e, para recebê-lo, precisa passar os dados de sua conta bancária, inclusive a senha. No segundo, os criminosos, em dupla, deixam cair um documento. Ao entregá-lo, agradecem à pessoa e a envolvem em uma conversa, prometendo um presente. Nesse tempo, sua bolsa é levada.

A dica do promotor é para que os idosos nunca conversem com estranhos, principalmente se estiverem sozinhos. "Eles têm de desconfiar de qualquer um", explica. Além disso, de acordo com Amaral, devem evitar fazer negócios e nunca passar números de telefone, senhas de banco, endereço ou entregarem documentos quando estiveram desacompanhados.

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