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16/06/2006 - Maracaju News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fahd Jamil lavou milhões usando conta fantasma


O empresário Fahd Jamil, 65 anos, conhecido como "Padrinho do Paraguai", foragido da Justiça brasileira e recentemente listado pelo presidente George W. Busch, como um dos homens mais procurados nos Estados Unidos, deverá ser julgado nas próximas semanas acusado de sonegação fiscal e evasão de divisas, por ter movimentado mais de R$ 32 milhões (valores atualizados), entre agosto de 1994 e março de 1997, em conta corrente no Banco de Crédito Nacional (BCN), em Ponta Porã. A ação penal na Justiça Federal está em fase final, com os interrogatório das testemunhas de defesa. O processo corre na Vara Especializada em Lavagem de Dinheiro, comandada pelo juiz federal Odilon de Oliveira. Caso seja condenado, a pena pode ultrapassar 10 anos.

De acordo com denúncia do Ministério Público Federal, de 4 de maio de 2005, o Banco Central do Brasil constatou que Fahd Jamil, durante 2 anos e 7 meses, movimentou "quantias bastante elevadas e incompatíveis com os rendimentos declarados à Receita Federal. Na época a importância movimentada foi de R$ 15.315.398,00, que convertidos ao câmbio do dólar, equivalem a aproximadamente R$ 32 milhões.

Conforme apurou a Polícia Federal, deste montante, Fahd utilizou conta fantasma em nome de Gregória Ester Roa e apenas entre os meses de abril e maio de 1996, remeteu ilegalmente para o exterior R$ 14.256.681,00, equivalente hoje a R$ 30 milhões.

Durante a quebra de sigilo das movimentações financeiras em nome de Gregória Ester Roa, a Polícia Federal constatou que ela recebeu depósitos de mais de R$ 167 milhões, apenas no período de dois meses ( julho e agosto de 1996), valor hoje equivalente a aproximadamente R$ 352 milhões.

Apesar de intensa investigação, Gregória Ester Roa nunca foi encontrada para falar a respeito das movimentações suspeitas. Assim sendo, na denúncia o Ministério Público Federal qualifica Fahd por utilizar "fantasma" ou "laranja" para remessa ilegal de dinheiro para o estrangeiro, valendo-se do nome de Gregória Ester Roa para praticar o delito.

Por meio do nome Gregória e Rodolfo Castro Filho (que também nunca foi localizado), conforme investigações da Polícia Federal, entre julho de 1994 e novembro de 1996, foram lavados mais de R$ 1 bilhão, valor que representaria hoje aproximadamente R$ 2 bilhões e R$ 260 milhões para o então prefeito de São Paulo, Paulo Maluf.

Procurado

Fahd Jamil foi condenado em junho do ano passado, pela Justiça Federal de Ponta Porã a 20 anos e 3 meses de reclusão e multas de R$ 233,4 mil. Ele foi punido por tráfi-co internacional de drogas, associação ao tráfico, sonega-ção fiscal, lavagem de dinhei-ro e emprego de propriedade para a prática de tráfico de drogas. Além dele, outros seis réus foram condenados. Hoje ele é considerado um dos homens mais procurados no mundo.

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