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16/03/2008 - Jornale Curitiba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polí­cia prende quadrilha acusada de aplicar golpe do bilhete premiado

Por: Rosiane Freitas


A Polícia Civil paranaense desarticulou, neste domingo (16), uma quadrilha especializada acusada de aplicar o golpe do bilhete premiado. Três integrantes foram presos em Curitiba, São José dos Pinhais e em Balneário Camboriú, Santa Catarina, durante uma ação da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas que culminou na operação batizada “Bilhete Premiado”. Dois acusados de fazer parte do esquema tinham sido presos em Blumenau, Santa Catarina. De acordo com o delegado Marcus Vinícius Michelotto, o golpe aplicado pela quadrilha é de mais de R$ 1 milhão. “Se somarmos todas as vítimas fatalmente o montante passa deste valor”, afirmou Michelotto.

O delegado explicou que as investigações tiveram início em dezembro do ano passado e que, além do trabalho de levantamento de informações da própria delegacia, foi pedido à justiça a autorização para interceptação telefônica dos acusados, que foi dada pelo Poder Judiciário. “Fizemos escutas autorizadas e chegamos até os integrantes desta quadrilha muito bem organizada. Dois deles já tinham sido presos em Santa Catarina que, aliás, é o Estado onde eles concentravam a aplicação dos golpes nos últimos meses”, explicou Michelotto. De acordo com a polícia, as vítimas preferidas eram senhoras idosas e de boa situação financeira. “Eles não despertavam suspeitas”, completou.

O golpe do bilhete premiado é uma das espécies do “conto do vigário”. Conforme a polícia, nesta versão do golpe o estelionatário finge ser uma pessoa humilde e ingênua que tem um bilhete premiado nas mãos, sendo que o mesmo é falso. Com bastante lábia, ele vende ou troca o falso bilhete premiado para que a vítima venha a descontar depois o suposto prêmio. O delegado explicou que há várias formas de se aplicar o golpe, inclusive, para não despertar suspeitas, o estelionatário – como fazia a quadrilha presa – se passa por pessoas esclarecidas (eles ora diziam ser gerentes de banco) para ludibriar as vítimas.

De acordo com a polícia, todos os integrantes da quadrilha já estiveram presos anteriormente. Em Curitiba as equipes da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas prenderam Edson de Almeida Rocha, de 45 anos. Jorge Gordia Cachorroski, de 39 anos, foi preso no bairro Rio Pequeno, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Em Balneário Camboriú, Santa Catarina, as equipes deram voz de prisão a Eliseu dos Santos Bittencourt, de 57 anos, que foi localizado em um hotel da cidade. Em Blumenau a polícia catarinense já tinha prendido Antônio Carlos Pressotto, da cidade de Colorado, no Paraná, e Ademar Nery, que mora em São José dos Pinhais.

A operação “Bilhete Premiado” descobriu que a quadrilha era muito bem articulada. Conforme o delegado, para não despertar suspeitas nas vítimas, os acusados se passavam por gerente da Caixa Econômica Federal, ou então por médico ou empresário. “Eles ainda se passavam por pessoas menos esclarecidas, sempre com o objetivo de induzir as vítimas em erro para conseguir a vantagem ilícita. Eles faziam o que era necessário para iludir as vítimas, o que configura o estelionato”, afirmou Michelotto. O delegado disse também que pela grande organização da quadrilha, os acusados tinham condições de estar em vários estados, onde aplicavam sempre o mesmo golpe.

Michelotto contou que, a partir das escutas telefônicas, as equipes da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas detectaram a forma de ação dos integrantes da quadrilha, e perceberam a dimensão do golpe. “Eles fizeram inúmeras vítimas, pois agiam em quase todos os Estados brasileiros, com preferência para Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná ”, garantiu, explicando que foram poucas as vezes que o grupo agiu em Curitiba, dando preferências às cidades catarinenses. “Já estamos em contato com a Polícia Civil de Santa Catarina e principalmente de Blumenau para que possamos trocar informações sobre a ação desta quadrilha”, falou Michelotto.

Com os acusados a Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas apreendeu vários “pacos” (pacote de cédulas falsas de dinheiro, feito com papéis cortados e cobertos por notas verdadeiras nas superfícies visíveis), bilhetes de loterias, jóias obtidas junto às vítimas, dinheiro e veículos. Segundo o delegado, com Jorge Gordia Cachorroski foi localizado e apreendido um revólver, o que levou ao flagrante dele por porte ilegal de arma. Em função do golpe, os acusados foram indiciados por estelionato. Para o crime a pena prevista é de reclusão de 1 a 5 anos, além da multa.

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