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13/03/2008 - Super Esportes Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falso sonho da bola

Por: Bernardino Furtado


Um grupo de 20 jogadores de futebol de 11 e 17 anos de idade, que vinham sendo mantidos em péssimas condições de higiene e alimentação numa casa do Conjunto Lagoa, na Região da Pampulha, foram resgatados ontem pelo Conselho Tutelar da região com a ajuda da Polícia Militar. Eles vieram no começo de fevereiro de várias cidades do Norte de Minas, de Goiás, da Bahia, de São Paulo e do Distrito Federal atraídos pelo empresário Silvio Luiz de Araújo. Ele cobrou R$ 1,5 mil de cada família sob a promessa de colocar os garotos em grandes clubes de futebol de Belo Horizonte e de São Paulo. Até o começo da noite, o empresário estava detido na Delegacia Seccional Noroeste da Polícia Civil. Promotoras da Infância e da Juventude de Belo Horizonte que ouviram os meninos e o pai de um deles, Élvio da Conceição Ferreira, autor da denúncia ao Conselho Tutelar, vão denunciar Araújo por maus tratos, cárcere privado e estelionato.

Morador de Valparaíso (GO), cidade do entorno do Distrito Federal, Élvio Ferreira contou que o filho Eduardo, de 14 anos, estava na casa do Conjunto Lagoa desde 1º de fereveiro. O garoto jogava no Palmeirinhas, um time amador de Valparaíso. A proposta de Araújo para trazer Eduardo para Belo Horizonte foi feita durante um torneio que o Palmeirinhas disputou no fim de janeiro em Porteirinha, no Norte de Minas. Quase ocorreu uma tragédia. Um curto circuito na instalação de um ventilador provou um incêndio na sala de uma escola onde os meninos estavam alojados. O fogo destruiu os pertences dos meninos que, felizmente, estavam for a da sala.

Motorista de ônibus aposentado por invalidez há quatro anos, Élvio Ferreira disse ter tomado um empréstimo com um cunhado para pagar os R$ 1,5 mil exigidos pelo empresário de Belo Horizonte. “Ainda não paguei e não sei como vou pagar”, disse.

O pai de Eduardo veio a Belo Horizonte visitar o garoto e resolveu levar o filho de volta para casa, depois de uma discussão com o empresário Araújo ontem de manhã. “Além de meu filho estar dormindo no chão embolado e a alimentação ser ruim e pouca, o empresário nem mesmo levou os meninos para testes em clubes”, justificou.

NO CORREDOR

Não foi só a situação na casa da Pampulha que incomodou Élvio. Segundo relato do filho, Araújo levou Eduardo e mais de cinqüenta garotos para uma viagem a São Paulo. Como não havia assentos para todos, muitos, como Eduardo, tiveram que viajar 600 quilômetros sentados no corredor do veículo. O pior é que nem teste em clubes eles fizeram. Jogaram entre eles no campo do Paulista, clube de Jundiaí, sem a observação de nenhum técnico ou dirigente do clube paulista.

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