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12/03/2008 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Perito criminal orienta como identificar uma nota falsa

Por: Guido Nunes


Não é de hoje que o ser humano possui como uma de suas péssimas características a tentativa de ludibriar o outro. Quando o assunto é dinheiro, a busca por técnicas cada vez mais avançadas, é recorrente. Um exemplo disso é a aproximação de uma nota falsa com uma verdadeira. Você sabe o que pode diferenciá-las?

A nossa reportagem procurou saber a resposta com o perito criminal federal, Paulo Roberto Soares. Segundo ele, as diferenças vão além da fita de segurança – que não existem mais nas notas de R1, R$2 e R$5 - e da marca dágua com a efígie da República. “Tem os aspectos gerais, com relação a cor, tamanho, marca dágua e fio de segurança. Outro ponto é que a cédula original quando você passa entre os dedos percebe uma sensação de aspereza. Se ainda assim você continuar com dúvidas, observe se o brasão (localizado do lado direito da efígie da República) coincide frente e verso da norta. E tem que ser perfeitamente coincidente um com o outro, verificado contra a luz”, explicou.

Para quem achava que as nuances de uma nota eram poucas, o perito criminal continua detalhando o que pode diferenciar uma nota verdadeira de uma falsa. “Se ainda assim a pessoa estiver com dúvida, tem um outro passo que é a impressão inscrita “BC” - as siglas do Banco Central. Ela não pode ser vista com a cédula na posição frontal, mas sim colocando-a na altura da linha dos olhos na posição de 45º, movimentando contra a luz”.

Na prática, a população não presta atenção em todos esses detalhes para verificar se uma nota é ou não falsa. A caixa de uma padaria de Vitória, Cristina Santos, disse que analisa todas as notas de R$ 20 e de R$ 50. “Eu costumo olhar contra a luz para ver se tem fita de segurança. Com a unha eu vejo se há o relevo na carinha (sic) da nota. Aqui já tivemos caso de notas falsas mas eram de valor baixo – notas de R$ 1 e de R$ 2, nunca de R$ 20 ou R$ 50”.

Já o produtor técnico Diógenes Cordeiro disse que não presta atenção nos detalhes das nota na rotina diária. “A preocupação no meu dia-a-dia eu não tenho. O momento que eu percebo é quando pego a nota, pela textura. Fora isso, acho que a pessoa normal não tem como perceber”.

O que fazer

O perito criminal federal explica o que a pessoa deve fazer quando detectar que está com uma nota falsa. “Se houver dúvida, proceda os exames preliminares e, se sentiu prejudicado, pois pode estar incorrendo em um crime, a orientação é procurar uma autoridade policial, uma apresentação voluntária, não tem nenhum tipo de sanção e essa nota vai ser encaminhada para a perícia. A pessoa não deve, em hipótese alguma, guardá-la nem tentar passar à frente”, alertou.

Nos últimos seis meses, foram recolhidas cerca de 80 notas falsas no Estado pela Polícia Federal.

Clientes sacam notas falsas de R$ 50,00em caixa eletrônico

Na hora de pegar dinheiro do caixa eletrônico, todo cuidado é pouco. Além de ficar atento se há algum bandido esperando para atacar, é preciso também prestar atenção às notas recebidas. Recentemente, duas pessoas denunciaram ter retirado notas falsas do terminal de auto-atendimento.

Em um dos casos, uma auxiliar de serviços gerais alegou que retirou R$ 400,00 de uma agência do Banestes em Jardim Camburi, Vitória, e foi até um supermercado realizar uma compra. Ao passar pelo caixa, a auxiliar foi informada que uma das notas, no valor de R$ 50,00 era falsa.

O segundo caso aconteceu na última segunda-feira. Uma enfermeira retirou R$ 2 mil de outra agência do Banestes, desta vez em Goiabeiras, e foi pagar uma conta no Banestes Mais Fácil. Ao entregar uma nota de R$ 50,00, ela foi surpreendida com informação de que a nota era falsificada.

Falsificação perfeita

Os dois casos foram registrados na Delegacia de Jardim Camburi. Segundo a delegada Adriana Zotich, a falsificação é quase perfeita. Faltava à nota apenas a impressão em alto relevo.

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