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11/03/2008 - Extra Alagoas Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Albuquerque falsifica data de admissão dos comissionados


Agora já se sabe como ocorre o aumento do número de servidores efetivos da Assembléia Legislativa, mesmo sem haver concurso público nas últimas quatro décadas. O quadro dos efetivos varia a cada le-gislatura, de acordo com o grau de corrupção de cada Mesa Diretora.

Na atual legislatura, o presidente da Casa, deputado Antônio Albuquerque estava preparando o terreno para efetivar como servidores do legislativo vários parentes e cabos eleitorais que hoje constam das folhas clandestinas da ALE e recebem altos salários sem traba-lhar.

Pelo menos quatro irmãos e uma cunhada do presidente da Assembléia estavam prontos para pular da folha dos comissionados e cair de pára-quedas na folha dos efetivos da ALE, aparentemente acobertados pela Constituição de 1988.

É o que denunciam as fichas financeiras dos servidores comissionados Rafael Ribeiro de Albuquerque, Rosa Maria Ribeiro de Albuquerque, Maria das Graças Ribeiro de Albuquerque e Maria da Conceição Ribeiro de Albuquerque, todos eles irmãos de Antônio Albuquerque. Eles integram a folha de assessores do presidente da ALE e recebem os maiores salários entre os servidores comissionados. Maria das Graças é esposa de Luiz Eduardo Lopes Cavalcante, o Lula, que é secretário de finanças de Limoeiro e também integra a famigerada folha 108.

Além dos irmãos, o deputado beneficiou a cunhada, Alexandra Cavalcante L. Albuquerque, mulher do prefeito de Limoeiro de Anadia, Jorge Albuquerque, dois filhos de Cyra da Vera Cruz, braço direito de Albuquerque e vários cabos eleitorais. Esses apadrinhados políticos constam da folha de comissionados, mas seus registros funcionais indicam que ingressaram no legislativo estadual em data anterior a junho 1988, data da promulgação da Constituição Brasileira que acabou com o ingresso de servidores sem concurso público. O que não é verdade, pois Antônio Albuquerque estreou como deputado em 1995 e seus irmãos não poderiam estar lá.

Mas nessa condição, todos eles estavam aptos a ingressar no quadro de efetivos da ALE sem concurso público e com os maiores salários do poder. Isto porque uma lei imoral criada no governo Zé Tavares garantiu a efetivação de todos os servidores que ingressaram até junho de 1986. Só que o prazo limite da Constituição Federal era até cinco anos antes da sua promulgação, e não junho de 86.

Rosa Albuquerque recebeu até novembro de 2007 a quantia líquida de R$ 4.563,20 e só não pegou o salário de dezembro - já como conselheira do TC - porque o então procurador-geral da ALE, Mendes de Barros, advertiu o presidente da Casa sobre o risco de um novo escândalo. Maria das Graças Albuquerque recebeu em novembro R$ 3.569,73, enquanto a outra irmã Maria da Conceição levou, no mesmo mês, R$ 2.769,75. Já o irmão Rafael Albuquerque, integrante da folha 108, recebeu em dezembro R$ 5.115,56. Todos têm em comum o fato de nunca ter dado um dia de serviço ao legislativo.

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